Novo esquema do PCC descoberto usava nafta para adulterar combustíveis

Autoridades deflagraram, nesta quinta-feira (28/5), operação contra esquema de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis

atualizado

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Divulgação/ Ministério Público de São Paulo
Imagem colorida de dinheiro e passaportes apreendidos em operação. Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de dinheiro e passaportes apreendidos em operação. Metrópoles - Foto: Divulgação/ Ministério Público de São Paulo

O esquema do Primeiro Comando da Capital (PCC) alvo de operação nesta quinta-feira (28/5) utilizava nafta petroquímica para adulterar combustíveis. Com a fraude, a facção lavava dinheiro e sonegava impostos. O prejuízo aos cofres públicos, segundo as autoridades, é de aproximadamente R$ 200 milhões em tributos sonegados em dois anos.

 

A investigação aponta que o PCC usava empresas de fachada para usufruir de vantagens tributárias na comercialização da nafta petroquímica. Os denunciados utilizavam parentes, pessoas em situação de vulnerabilidade social e até presos para constituir pessoas jurídicas que supostamente adquiriam solventes, na prática desviados para a Grande São Paulo.

A facção simulava a compra do produto junto a empresas do setor químico sob justificativa de uso químico e industrial. Em seguida, a nafta era desviada para terminais de armazenamento, onde era utilizada para adulterar os combustíveis automotivos. Posteriormente, o combustível adulterado era transportado para postos vinculados a integrantes do esquema.

O dinheiro obtido com o esquema era enviado aos fundos de investimento com o objetivo de ocultar os beneficiários das fraudes. As autoridades identificaram quatro fundos, além de duas administradoras de recursos e duas gestoras que também são alvos da operação. Os fundos de investimento possuem, atualmente, patrimônio estimado em R$ 205 milhões. O valor cresceu 200% em pouco mais de um ano.

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Dólares apreendidos em operação contra lavagem de dinheiro no setor de combustíveis
Autoridades cumprem 55 mandados de busca e apreensão durante nova fase da Carbono Oculto
Dinheiro apreendido em nova fase da operação carbono oculto
Infográfico Operação Fluxo Oculto
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Dólares apreendidos em operação contra lavagem de dinheiro no setor de combustíveis

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Dinheiro apreendido em nova fase da operação carbono oculto

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Operação Fluxo Oculto

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (28/5), operação contra instituições de pagamento e de investimentos envolvidas em esquema do Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado de combustíveis. A ação é um desdobramento da Operação Carbono Oculto.

São cumpridos 55 mandados de busca e apreensão com apoio da Receita Federal, da Agência Nacional de Petróleo e da Secretaria da Fazenda de São Paulo. A Procuradoria-Geral do estado e as polícias Militar e Civil também participam da operação, denominada Fluxo Oculto.


Quem são os alvos da operação

  • Ceopag Instituição de Pagamento, Ceopar, Fundopay S.A. e XBR Participações
  • America Payment S.A
  • Sispay Instituição de Pagamento, Vpay Instituição de Pagamento e May Servex Negócios Imobiliários
  • Smart Solutions Instituição de Pagamento e Smart Safe Locação e Processamento de Dados
  • YAW Instituição de Pagamento S.A
  • Ello Gestora de Recursos Ltda

Deflagrada em agosto do ano passado, a Operação Carbono Oculto revelou o avanço do crime organizado no ecossistema do mercado de combustíveis, instituições de pagamentos e de investimento.

O objetivo da nova operação é avançar no desmantelamento do esquema de fraudes, sonegação e lavagem de dinheiro e na adulteração de combustível com uso de nafta (solvente).

Segundo o MPSP, as seis fintechs atuavam como bancos paralelos da organização criminosa. Elas compunham um “poderoso núcleo financeiro”, sendo utilizadas para compensações financeiras internas entre diversas distribuidoras e postos de combustíveis, compensações financeiras entre empresas e fundos de investimentos administrados pela organização criminosa, pagamentos de colaboradores e pagamentos de gastos e investimentos pessoais dos principais operadores.

Em outra frente, o MPSP denunciou núcleo envolvido com o desvio de nafta petroquímica para terminais e postos de combustível. Apuração conjunta com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) revelou estrutura de falsidades, com simulada venda de solventes para empresas-fantasma.

Com esta fase da operação, as instituições dão mais um passo aprofundado na atuação integrada e na compreensão do ecossistema criminoso que alimenta as organizações criminosas, especialmente nos mecanismos de lavagem de capitais, que garantem o poderio econômico que as mantém em atividade e fomentam o seu crescimento.

O Metrópoles entrou em contato com as empresas citadas e aguarda retorno. O espaço está aberto para atualizações.

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