Eletricitários de SP podem entrar em greve nesta quinta. Entenda

Greve pode impactar 109 cidades. Os eletricitários reivindicam por valorização salarial, fim da escala 6×1 e dos descontos em benefícios

atualizado

metropoles.com

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Reprodução/Sindicato dos Eletricitários de São Paulo
Imagem colorida de eletricitários; categoria ameaça greve nesta quinta (28/5) - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de eletricitários; categoria ameaça greve nesta quinta (28/5) - Metrópoles - Foto: Reprodução/Sindicato dos Eletricitários de São Paulo

Mais de 20 mil eletricitários podem entrar em greve nesta quinta-feira (28/5), no estado de São Paulo. Os trabalhadores reivindicam por valorização salarial, revisão da jornada de trabalho e pelo fim dos descontos em benefícios.

O Sindicato dos Eletricitários de São Paulo (STIEESP) anunciou o indicativo de greve após empresas do setor elétrico apresentarem uma proposta de reajuste salarial considerada insuficiente pelos profissionais. A categoria havia formulado uma proposta em conjunto com as empresas, por intermédio do Tribunal Regional do Trabalho (TRT2), porém as companhias modificaram o acordo.

Os eletricitários pedem, principalmente, por um aumento no piso salarial. Segundo o presidente do STIEESP, Eduardo Annunciato, conhecido como Chicão, atualmente, alguns profissionais recebem menos de R$ 2.000.

O sindicato reivindica um reajuste pela inflação, uma Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de R$ 1.771,00, fim da escala 6×1 e melhorias nas regras do vale-alimentação.


Todos os pedidos dos eletricitários

  • “Piso salarial digno”: A categoria pede um aumento no piso salarial de eletricistas para R$ 2.317, já que hoje alguns profissionais recebem menos de R$ 2 mil. Para trabalhadores de “linha viva”, o sindicato pede um piso de R$ 2.817.
  • PRL de R$ 1.771: Um dos pontos que mais revoltaram os trabalhadores na contraproposta das empresas foi a redução da PLR. Durante a audiência no TRT, a construção apontava para pagamento de R$ 1.771,00, porém, a contraproposta patronal reduziu o valor para R$ 923,22.
  • Fim da escala 6×1: A categoria busca a retirada da escala 6×1 (seis dias de trabalho para um de folga), sugerindo a implementação da escala 6×3 (seis dias de trabalho para três de folga).
  • Defesa dos benefícios: Pela proposta apresentada pelas empresas, trabalhadores com até dois atestados médicos poderiam perder parte do vale-alimentação. A categoria define a medida como uma “tentativa de impor mecanismos de punição”.

Uma audiência está marcada para às 16h desta quarta-feira (27/5) no TRT2, onde os trabalhadores vão apresentar a rejeição da proposta de reajuste salarial. O sindicato realizou cálculos e indicou que o valor mínimo necessário para um trabalhador manter sua família nas cidades da base (como São Paulo e São José dos Campos) é de R$ 3 mil.

Durante as negociações com as empresas, a categoria ponderou por um piso mínimo de R$ 2.317 para eletricistas e de R$ 2.817 para trabalhadores de “linha viva”, que atuam com alta tensão. As empresas, porém, consideram o aumento apenas para o próximo ano.

A decisão final sobre a greve e o início da paralisação está programada para ocorrer amanhã de manhã (28/5). Independentemente do resultado no tribunal, os profissionais se reunirão nas portas das empresas do setor elétrico às 7h e vão deliberar se aceitam o decidido em audiência ou se iniciam a greve.

Caso a greve seja aprovada, uma primeira paralisação deve durar por 48 horas. Cerca de 20 mil trabalhadores devem cruzar os braços por dois dias e 109 cidades paulistas vão ter o setor elétrico impactado.

O que dizem as empresas

Procurado pela reportagem, o Sindi Energia, sindicato responsável pelos interesses das empresas do setor elétrico, ainda não se pronunciou sobre o assunto. O espaço segue aberto.

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