Energia: sem Enel, governo assina concessões e quer investimento bilionário
Renovação prevê R$ 130 bilhões em investimentos e metas mais rígidas para distribuidoras de energia elétrica no país
atualizado
Compartilhar notícia

O governo federal anunciou, nesta sexta-feira (8/5), a renovação antecipada de 14 concessões de distribuidoras de energia elétrica. Em contrapartida, as empresas terão de investir R$ 130 bilhões no setor até 2030.
Entre as concessionárias contempladas estão Light, Equatorial, Neoenergia, CPFL, EDP e Energisa. A Enel ficou de fora do pacote devido a processos administrativos em andamento na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Outras duas concessões já haviam sido renovadas anteriormente.
A medida abrange distribuidoras que atuam em 13 estados: Pará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, interior de São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, as distribuidoras que tiveram as concessões renovadas assumiram compromissos com metas mais rígidas de qualidade no atendimento e na prestação dos serviços.
“São 17 diretrizes que englobam regras mais rigorosas para os novos contratos. O objetivo é proporcionar atendimento mais eficiente, mais rápido e mais respeitoso aos consumidores de energias brasileiros”, afirmou.
Ainda de acordo com Silveira, a nova medida também amplia o poder de fiscalização da Aneel. “O país terá, agora – e aqui eu cobro da Anel – ferramentas para responsabilizar quem desrespeitar o consumidor brasileiro.”
O anúncio foi feito com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante evento de divulgação dos novos investimentos no programa Luz para Todos.
Relançada há dois anos, a iniciativa busca ampliar o acesso à energia elétrica em áreas rurais e regiões isoladas do país. A expectativa é que os novos contratos beneficiem cerca de 41,8 milhões de famílias.
