Silveira diz que Nunes faz “politicagem” com caso da Enel
Declaração do ministro de Minas e Energia ao prefeito de São Paulo foi dada em audiência na Câmara sobre assuntos da pasta
atualizado
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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, alfinetou, nesta quarta-feira (11/3), o prefeito de São Paulo (SP), Ricardo Nunes (MDB). O chefe da pasta disse que o emedebista faz “politicagem” envolvendo os problemas do fornecimento de energia na cidade pela distribuidora de energia Enel.
“No caso específico de São Paulo, existe uma politicagem por parte do prefeito de São Paulo, disse isso a ele. São Paulo é uma das metrópoles mais arborizadas do Brasil e é impossível resolver o problema de São Paulo, já que não temos uma rede elétrica subterrânea, é uma rede elétrica exposta”, afirmou Silveira durante audiência na comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados.
Apesar das críticas, Silveira indicou que a concessão no Estado pode ser renovada. Ele ressaltou a necessidade de garantir segurança jurídica aos contratos e defendeu maior articulação entre a prefeitura e a concessionária para lidar com os efeitos de eventos climáticos extremos e com desafios relacionados à arborização urbana.
“Não se resolverá o problema de São Paulo se não for parceria entre qualquer distribuidora, seja a Enel ou qualquer outra, e se não tiver boa vontade do prefeito na questão da solução da arborização de São Paulo”, disse.
Em relação a situação de crise envolvendo a Enel e a Prefeitura de São Paulo, o ministro declarou que há uma questão contratual em discussão. Segundo ele, por se tratar de um acordo firmado há muitos anos, a empresa tende a cumprir grande parte das cláusulas previstas. O ministro destacou que o caso está sendo analisado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mas mencionou a possibilidade de renovação da concessão.
“Só não vou afirmar que a empresa cumpre tudo, pois isso cabe à Aneel… dos índices para a renovação, mas isso está sendo discutido pela Aneel. Tenho orientado a Aneel a despolitizar essa gestão para que a gente avance na renovação também de São Paulo, porque é fundamental que a gente respeite a segurança jurídica”, disse.
