Lula sobre Enel: “Empresa não cumpriu nada que prometeu”
Declaração foi dada durante evento que anunciou a renovação antecipada de 14 concessões de distribuidoras de energia. A Enel ficou de fora
atualizado
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Sem citar nominalmente a Enel, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta sexta-feira (8/5) que a “empresa da Itália que presta serviço ao Brasil” não cumpriu “nada do que prometeu” a ele e à primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.
A empresa não teve a concessão renovada pelo governo federal.
A declaração foi dada durante evento de anúncio de investimentos no setor de energia e melhorias no programa Luz para Todos, em Brasília.
“Nós queremos exigir que as pessoas cumpram aquilo que tratamos. Estive na Itália, com o ministro, conversando com a primeira-ministra da Itália, conversando com empresa da Itália que presta serviço ao Brasil e a verdade nua e crua é que essa empresa não cumpriu nada que prometeu a mim e à primeira ministra da Itália. Nada”, declarou Lula.
A Enel está no centro de uma crise regulatória e política devido à sua atuação em São Paulo e é alvo de processos administrativos em curso na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A empresa também opera na distribuição de energia no Rio de Janeiro e no Ceará, e o procedimento pode levar à cassação da concessão.
Durante o evento, o governo federal anunciou a renovação antecipada de 14 concessões de distribuidoras de energia elétrica. Em contrapartida, as empresas terão de investir R$ 130 bilhões no setor até 2030.
Entre as concessionárias contempladas estão Light, Equatorial, Neoenergia, CPFL, EDP e Energisa. Outras duas concessões já haviam sido renovadas anteriormente.
A medida abrange distribuidoras que atuam em 13 estados: Pará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, interior de São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, as distribuidoras que tiveram as concessões renovadas assumiram compromissos com metas mais rígidas de qualidade no atendimento e na prestação dos serviços.
Ainda de acordo com Silveira, a nova medida também amplia o poder de fiscalização da Aneel. “O país terá, agora – e aqui eu cobro da Anel – ferramentas para responsabilizar quem desrespeitar o consumidor brasileiro.”
