Derrite cutuca governo Lula após prisão da irmã de Leo do Moinho em SP

Nas redes sociais, Derrite ironizou a visita de um ministro de Lula à irmã de Leo do Moinho, presa acusada de cumprir ordens do criminoso

atualizado

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Colagem colorida do secretário Guilherme Derrite ao lado da irmã de Leo do Moinho - Metrópoles
1 de 1 Colagem colorida do secretário Guilherme Derrite ao lado da irmã de Leo do Moinho - Metrópoles - Foto: Reprodução

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, publicou um vídeo em suas redes sociais, na manhã desta segunda-feira (8/9), cutucando o governo Lula após a prisão da irmã do traficante Leo do Moinho, apontado como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC). Alessandra Moja foi presa acusada de cumprir ordens do irmão criminoso, se apresentava como presidente de uma ONG que representa famílias na Favela do Moinho e já recebeu visita de um ministro de Lula.

No vídeo publicado nas redes sociais, Derrite ironiza a visita de um ministro do governo federal à acusada e indica que a mulher representava uma “ONG de fachada” para articular visitas do Presidente da República na comunidade. Na entidade representada pela mulher, a polícia já encontrou maconha, cocaína e crack que seriam destinados ao centro da capital.

Derrite também reforçou a parceria com o governo estadual, representado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), e destacou a prisão como exemplo do “combate eficaz ao crime organizado” em São Paulo. A mulher foi o principal alvo da Operação Sharpe, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e as polícias Militar e Civil do estado.

Veja vídeo

O secretário concluiu o vídeo parabenizando as autoridades e afirmou que a ação visa a recuperação do centro de São Paulo. “Parabéns aos policiais do Choque, aos policiais do Serviço de Inteligência, da Polícia Civil, da Polícia Militar, empenhados nessa missão. E parabéns ao Ministério Público, por mais essa ação integrada de inteligência no combate ao tráfico de drogas, e no combate ao crime organizado, que no final das contas visa a recuperação do centro de São Paulo”, comemorou Derrite.

Operação prendeu outros seis envolvidos

Além de Moja, outros seis envolvidos foram presos e 12 celulares apreendidos. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), também foram detidos o homem apontado como sucessor de Léo do Moinho nas ações criminosas e o proprietário de um estabelecimento comercial utilizado para armazenar armas e entorpecentes na comunidade.

A investigação aponta que Leo do Moinho, apontado como uma das lideranças do PCC, coordena um quartel-general na favela, de onde controlava o tráfico na Cracolândia e monitorava sistemas de comunicação da polícia com a ajuda de uma milícia formada por guardas civis metropolitanos (GCMs). Ele foi preso no ano passado e acumula penas de 8 anos e 7 meses por integrar o PCC e participar do tráfico de drogas na região, além de 16 anos e 9 meses por participação na morte de um usuário de drogas, que foi esfaqueado, desovado e queimado na favela.

Os mandados de prisão preventiva cumpridos nesta segunda estão em nome de Jorge de Santana, Claudio dos Santos Celestino, Paulo Rogério Dias, Yasmim Moja Flores, Alessandra Moja, José Carlos da Silva, Ronaldo Batista de Almeida, Reginaldo Terto da Silva, Ademario Goes dos Santos e Leandra Maria de Lima. Os presos são acusados de envolvimento no esquema criminoso de Leo.

O líder do PCC também foi denunciado no âmbito da Operação Salut et Dignitas, deflagrada pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, em agosto de 2024, quando estava em liberdade condicional e voltou a ser preso.

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