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Leo do Moinho comanda crimes na Favela do Moinho mesmo preso, diz MPSP

Líder do PCC no centro de SP, Leo do Moinho segue controlando tráfico e outros crimes na Favela do Moinho, segundo investigação do Gaeco

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Leo do Moinho
1 de 1 Leo do Moinho - Foto: Reprodução

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) identificou que o tráfico de drogas e outros crimes na Favela do Moinho, no centro de São Paulo, seguem controlados por Leonardo Monteiro Moja, o Leo do Moinho, mesmo com sua prisão preventiva realizada em agosto do ano passado.

Segundo os promotores, a prisão de Leo do Moinho, apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) no centro da capital paulista, foi “insuficiente para cessar as atividades ilícitas perpetradas na Favela do Moinho, que se mantêm ativas e seguindo fielmente suas diretrizes”.

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Alessandra Moja, irmã de Leonardo Moja, conhecido como Leo do Moinho
Favela do Moinho tem forte presença do PCC e moradores extorquidos ao se mudarem para casas da CDHU
Ruas de terra, barracos de madeira e fios emaranhados fazem parte do cenário da Favela do Moinho
Lixo em barraco onde vivia acumulador na Favela do Moinho
Entulhos se acumulam em pontos onde houve descaracterização de casas
Leo do Moinho
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Leo do Moinho

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Alessandra Moja, irmã de Leonardo Moja, conhecido como Leo do Moinho
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Alessandra Moja, irmã de Leonardo Moja, conhecido como Leo do Moinho

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Favela do Moinho tem forte presença do PCC e moradores extorquidos ao se mudarem para casas da CDHU
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Favela do Moinho tem forte presença do PCC e moradores extorquidos ao se mudarem para casas da CDHU

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Ruas de terra, barracos de madeira e fios emaranhados fazem parte do cenário da Favela do Moinho
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Ruas de terra, barracos de madeira e fios emaranhados fazem parte do cenário da Favela do Moinho

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Lixo em barraco onde vivia acumulador na Favela do Moinho
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Lixo em barraco onde vivia acumulador na Favela do Moinho

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Entulhos se acumulam em pontos onde houve descaracterização de casas
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Entulhos se acumulam em pontos onde houve descaracterização de casas

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Casa vazia após antigos moradores se mudarem
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Casa vazia após antigos moradores se mudarem

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Moradores que permanecem no local dividem ruas com casas descaracterizadas. Na imagem, imóvel ainda ocupado tem santuário à frente
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Moradores que permanecem no local dividem ruas com casas descaracterizadas. Na imagem, imóvel ainda ocupado tem santuário à frente

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PMs na Favela do Moinho
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PMs na Favela do Moinho

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Crianças na Favela do Moinho
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Crianças na Favela do Moinho

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PMs usaram escudo para avançar contra protesto na linha 8-Diamante
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PMs usaram escudo para avançar contra protesto na linha 8-Diamante

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Protesto na entrada da Favela do Moinho
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Protesto na entrada da Favela do Moinho

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O Gaeco afirma que as ordens de Leo do Moinho eram executadas pela irmã, Alessandra Moja, e por José Carlos da Silva, conhecido como Carlinhos, integrante do PCC nomeado por ele para assumir a liderança local do tráfico de drogas depois de sua prisão. Ambos foram presos nesta segunda-feira (8/9).

Lideranças da comunidade foram alvos de uma operação na manhã desta segunda-feira (8/9), deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e as polícias Civil e Militar. Foram cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão.

Além de Alessandra e José Carlos, os mandados de prisão preventiva cumpridos nesta segunda estão em nome de Jorge de Santana, Claudio dos Santos Celestino, Paulo Rogério Dias, Yasmim Moja Flores, Ronaldo Batista de Almeida, Reginaldo Terto da Silva, Ademario Goes dos Santos e Leandra Maria de Lima.

Leo do Moinho e Alessandra

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), Alessandra Moja se apresentava como líder comunitária, mas agia para cumprir as ordens e defender os interesses do irmão. Ela é presidente de uma ONG que diz representar as famílias da Favela do Moinho. No endereço da entidade, porém, a polícia já encontrou maconha, cocaína e crack que seriam destinados ao centro da capital. Além disso, ela já foi condenada e presa por participar de um homicídio – a vítima foi morta com vários golpes de faca.

A investigação aponta que Leo do Moinho coordena um quartel-general na favela, de onde controlava o tráfico na Cracolândia e monitorava sistemas de comunicação da polícia com a ajuda de uma milícia formada por guardas civis metropolitanos (GCMs). Ele foi preso no ano passado e acumula penas de 8 anos e 7 meses por integrar o PCC e participar do tráfico de drogas na região, além de 16 anos e 9 meses por participação na morte de um usuário de drogas, que foi esfaqueado, desovado e queimado na favela.

Leo do Moinho também foi denunciado no âmbito da Operação Salut et Dignitas, deflagrada pelo Gaeco em agosto de 2024, quando estava em liberdade condicional e voltou a ser preso.

Ameaças e cobranças

Reportagem do Metrópoles mostrou que moradores da Favela do Moinho relataram cobranças de até R$ 100 mil de proprietários de dezenas de casas na região caso aceitassem se mudar para apartamentos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU).

Os moradores estariam sendo coagidos a pagar uma “multa” ou vender, após alguns anos, seus apartamentos, e dividir o valor com os criminosos. Entre os donos dos imóveis, está Leo do Moinho.

O caso virou inquérito na Polícia Civil e também chegou ao conhecimento do Grupo de Combate ao Crime Organizado do MPSP, que já ofereceu seis denúncias por tráfico e organização criminosa contra líderes e outros integrantes do PCC na Favela do Moinho.

Disputa política

O governo federal anunciou, em maio, o financiamento conjunto com o governo do Estado de São Paulo, um programa de moradias gratuitas para moradores da Favela do Moinho.

O acordo entre as duas gestões prevê a destinação de R$ 250 mil por família em subsídio. O montante virá do governo federal para a compra das casas. Ao todo, serão investidos R$ 220 milhões: R$ 160 milhões por parte do governo federal e R$ 60 milhões pelo estado.

Mesmo com a parceria para transferir as famílias à habitação social, os governos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) têm travado uma disputa política em torno da questão da favela.

 

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