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Suspeitos de chefiar tráfico na Favela do Moinho são alvo de operação

Operação do Ministério Público com a Polícia Militar cumpre 10 mandados de prisão e 21 de busca e apreensão na Favela do Moinho

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Jessica Bernardo / Metrópoles
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1 de 1 favela-do-moinho-remoções-remoção-descaracterizacaode casas (6) - Foto: Jessica Bernardo / Metrópoles

Uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) com a Polícia Militar (PM) cumpre 10 mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão contra suspeitos de comandar o tráfico de drogas na Favela do Moinho, no centro de São Paulo.

A investigação aponta que Leonardo Moja, conhecido como Leo do Moinho, coordena um quartel-general na favela, de onde controlava o tráfico na Cracolândia e monitorava sistemas de comunicação da polícia com a ajuda de uma milícia formada por guardas civis metropolitanos (GCMs).

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Favela do Moinho tem forte presença do PCC e moradores extorquidos ao se mudarem para casas da CDHU
Lula cumprimenta moradores da Favela do Moinho, em São Paulo, no fim de junho
Ruas de terra, barracos de madeira e fios emaranhados fazem parte do cenário da Favela do Moinho
Leo do Moinho
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Leo do Moinho

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Favela do Moinho tem forte presença do PCC e moradores extorquidos ao se mudarem para casas da CDHU
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Favela do Moinho tem forte presença do PCC e moradores extorquidos ao se mudarem para casas da CDHU

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Lula cumprimenta moradores da Favela do Moinho, em São Paulo, no fim de junho
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Lula cumprimenta moradores da Favela do Moinho, em São Paulo, no fim de junho

Valentina Moreira/ Metrópoles
Ruas de terra, barracos de madeira e fios emaranhados fazem parte do cenário da Favela do Moinho
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Ruas de terra, barracos de madeira e fios emaranhados fazem parte do cenário da Favela do Moinho

Jessica Bernardo/Metrópoles

Leo do Moinho foi preso no ano passado e acumula penas de 8 anos e 7 meses por integrar o PCC e participar do tráfico de drogas na região, além de 16 anos e 9 meses por participação na morte de um usuário de drogas, que foi esfaqueado, desovado e queimado na favela. Neste caso, duas testemunhas do júri foram assassinadas a tiros em meio ao andamento do processo.

Ele também foi denunciado no âmbito da Operação Salut et Dignitas, deflagrada pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, em agosto de 2024, quando estava em liberdade condicional e voltou a ser preso.

Ameaças e cobranças

Reportagem do Metrópoles mostrou que moradores da Favela do Moinho relataram cobranças de até R$ 100 mil de proprietários de dezenas de casas na região caso aceitassem se mudar para apartamentos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU).

Os moradores estariam sendo coagidos a pagar uma “multa” ou vender, após alguns anos, seus apartamentos, e dividir o valor com os criminosos. Entre os donos dos imóveis, está Leo do Moinho.

O caso virou inquérito na Polícia Civil e também chegou ao conhecimento do Grupo de Combate ao Crime Organizado do MPSP, que já ofereceu seis denúncias por tráfico e organização criminosa contra líderes e outros integrantes do PCC na Favela do Moinho.

Disputa política

O governo federal anunciou, em maio, o financiamento conjunto com o Governo do Estado de São Paulo, um programa de moradias gratuitas para moradores da Favela do Moinho.

O acordo entre as duas gestões prevê a destinação de R$ 250 mil por família em subsídio. O montante virá do governo federal para a compra das casas. Ao todo, serão investidos R$ 220 milhões: R$ 160 milhões por parte do governo federal e R$ 60 milhões pelo estado.

Mesmo com a parceria para transferir as famílias à habitação social, os governos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) têm travado uma disputa política em torno da questão da Favela do Moinho.

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