Deolane terá de remover mega hair na prisão por “risco de fuga”

Retirada de mega hair foi solicitada por questões de segurança. Deolane Bezerra está presa em penitenciária no interior de SP

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1 de 1 deolane-confronta-homem-em-condominio-apos-ser-xingada (1) - Foto: Reprodução/Internet.

A influencer e advogada Deolane Bezerra, presa na última quinta-feira (21/5), por suspeita de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC), terá de remover o mega hair, seguindo normas da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, para onde foi transferida na sexta-feira (22/5).

A retirada é solicitada por risco de fuga. Dependendo do comprimento do alongamento capilar, ele pode ser usado por outra detenta para escapar no lugar de uma visitante. Ou, ainda, pode facilitar uma fuga ao ser amarrado outros objetos, como lençóis.

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Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.
Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa
As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.
Marcola, líder máximo do PCC
Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021.
A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21/5), em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
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A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21/5), em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.
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Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.

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Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa
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Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa

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As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.
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As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.

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Marcola, líder máximo do PCC
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Marcola, líder máximo do PCC

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Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021.
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Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021.

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Um policial penal confirmou ao Metrópoles que Deolane, ao chegar na penitenciária no interior de São Paulo, foi submetida ao procedimento padrão de revista íntima, que é feito com a suspeita nua.  Segundo relato, Deolane já tinha ciência dos procedimentos, não ofereceu resistência e colaborou normalmente com a equipe durante todo o processo.

A influencer está em um pavilhão especial. O espaço fica no antigo seguro (ala de proteção) da unidade. De um lado, fica o pavilhão disciplinar, do outro, o pavilhão especial do Estado Maior – instalação à qual ela tem direito por ser advogada, conforme determina o Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/1994), até que uma potencial condenação transite em julgado, ou seja, não haja mais possibilidade de recursos. Na ausência de cela do tipo, a advogada deve ser encaminhado para prisão domiciliar.

Deolane está em uma cela individual de 9 m² em um pavilhão especial (antigo seguro) da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, com 10 celas no total. O tratamento e os kits de entrada são exatamente os mesmos aplicados a todas as demais detentas da unidade, sem qualquer privilégio. O espaço é considerado adequado pela administração, e a detenta vem cumprindo as determinações disciplinares sem incidentes.

Denúncia de regalias

Antes de chegar a Tupi Paulista, Deolane passou uma noite na Penitenciária Feminina de Santana, zona norte de São Paulo. Supostas regalias no local foram denunciadas pelo Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal) à Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).

Classificada como integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e investigada por um esquema de lavagem de dinheiro, ela ficou ficou presa por aproximadamente 15 horas no local, nessa quinta (21/5).

O Sindicato afirma que dois integrantes da chefia da Penitenciária Feminina de Santana foram pessoalmente recepcionar a influenciadora. A prática, segundo o sindicato, não é comum, já que há um setor de inclusão responsável por atender os presos que chegam às penitenciárias. Uma fonte disse ao Metrópoles que a recepção da influenciadora teria sido feita por um dos diretores de disciplina da unidade e pelo chefe de divisão substituto.

Deolane teria se beneficiado de chuveiro elétrico privativo e também uma cama diferenciada das demais detentas. Segundo o relatório do sindicato, houve inclusive restrição de acesso a policiais penais. “Impedimento de ingresso de servidores da unidade no referido espaço, comprometendo a fiscalização e a segurança institucional”, indicou o relatório.

Procurada pelo Metrópoles, a Secretaria da Administração Penitenciária disse que a atuação institucional se limitou ao “estrito cumprimento do dever legal” e das ordens da Justiça. “A custodiada foi alocada de acordo com a determinação judicial, que reconheceu a existência de registro ativo como advogada”, informou.

OAB-SP se manifestou

Nesta semana, a Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) acompanhou a prisão de Deolane, assim como a audiência de custódia. Em comunicado, a instituição afirmou que presencia as diligências envolvendo advogados e advogadas, “com o objetivo de assegurar o respeito às garantias legais e estatutárias da advocacia”, mas “não por não por qualquer privilégio pessoal”.

A OAB reforçou que há previsão legal no Estatuto da Advocacia para que advogados presos preventivamente sejam recolhidos em sala de Estado-Maior ou, na ausência, em local equivalente. Dessa forma, ficam separados dos outros detentos.

“A OAB-SP dispõe de instâncias próprias para apuração de eventuais condutas ético-disciplinares de inscritos e inscritas, observados o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa”, destacou a nota. “As infrações são analisadas pelo Tribunal de Ética e Disciplina da entidade, seja a partir de representações ou de fatos divulgados publicamente”, acrescentou o texto.

A OAB-SP indicou que seguirá acompanhando os desdobramentos do caso de Deolane. Além disso, reafirmou o “compromisso com a legalidade, as prerrogativas da advocacia e a regular apuração dos fatos”.

Prisão de Deolane

Deolane foi presa na manhã de quinta (21/5) no âmbito da Operação Vérnix, que também mirou Marco Willian Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo do PCC. Ela é acusada pela Polícia Civil de São Paulo de integrar a facção e lavar dinheiro para a alta cúpula do grupo criminoso.

A advogada foi presa na mansão onde mora, em Barueri, na região metropolitana de São Paulo, e encaminhada ao Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP). Ainda na unidade, ela passou por audiência de custódia de maneira virtual. A prisão preventiva, decretada pela 3ª Vara do Foro de Presidente Venceslau, foi mantida.

Deolane entrou na mira da polícia após investigadores identificarem que a influenciadora recebeu transferências bancárias de uma transportadora criada pelo PCC para “branqueamento de valores”. Segundo a investigação, as transações não foram justificadas por prestação de serviços advocatícios, mas como “fechamento” das contas mensais da empresa.

Deolane, no entanto, alegou que estava no exercício da profissão. Na época, ela acompanhava o processo de Diogenes Gomes Barros, preso por roubo na Penitenciária de Irapuru, no interior paulista, e identificado pela investigação como integrante do PCC.

No relatório final da Polícia Civil, os investigadores destacam que Deolane visitou Diogenes até ele ser solto, em dezembro de 2014.

 

 

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