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Denúncias de corrupção atingem delegacias e divisões especiais. Veja

Delegacias vão passar por “pente-fino” após investigação apontar suspeitas de esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo agentes

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Polícia Civil/Reprodução
Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil. Preso por feminicídio - Metrópoles
1 de 1 Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil. Preso por feminicídio - Metrópoles - Foto: Polícia Civil/Reprodução

Os departamentos de Investigações Criminais (Deic) e de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) de São Paulo – dois dos principais da Polícia Civil – e uma delegacia regionalizada vão passar por um “pente-fino” da Corregedoria da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo (MPSP), para investigar “eventuais outros ilícitos ocorridos nas repartições”.

A decisão foi tomada em uma reunião que precedeu a Operação Bazaar, deflagrada nesta quinta-feira (5/3), pelo MPSP e pela Polícia Federal (PF). A ação mira um suposto esquema de corrupção sistêmica e lavagem de dinheiro que teria se instalado em departamentos estratégicos da polícia paulista. “Deliberou-se pela realização de correições extraordinárias em todas as unidades policiais envolvidas para promover a responsabilização disciplinar”, explicou o MPSP, em nota enviado à imprensa.


Veja delegacias alvo do “pente fino”

  • 3ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG – Fraudes Financeiras).
  • 4ª Delegacia de Crimes Cibernéticos (DCCiber).
  • 1ª Delegacia de Combate à Corrupção, do DPPC, e outras repartições do departamento.
  • 35° Distrito Policial (DP) Jabaquara.

O hangar da Polícia Civil, no Campo de Marte, na zona norte de São Paulo, também foi alvo da Operação Bazaar.

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Entenda o caso

  • Um delegado, um escrivão, quatro investigadores, além de três advogados, dois doleiros e empresários estão entre os alvos da Operação Bazaar.
  • O Ministério Público, em conjunto com a Polícia Federal e a Corregedoria da Polícia Civil, miram suposto esquema de corrupção, que envolve fraudes em processos, manipulação de investigações em andamento e destruição de provas.
  • Pelo menos quatro agentes da Polícia Civil, entre eles o delegado do 35° Distrito Policial (DP), no Jabaquara, foram presos preventivamente.
  • Três carros de luxo das marcas Jaguar, Porsche e BMW estão entre os bens apreendidos.
  • Os agentes da Polícia Civil de São Paulo alvos da operação usavam vale-refeição para lavar dinheiro. Segundo as investigações, os valores eram empregados na aquisição de cartões e posteriormente utilizados em padarias e mercadinhos de fachada.
  • A delatora da Lava Jato e ex-contadora do doleiro Alberto Youssef, Meire Poza, é uma das pessoas presas nesta quinta.

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Entre os alvos de prisão ligados à Polícia Civil de São Paulo estão o delegado João Eduardo da Silva, hoje no 35° DP, no Jabaquara; e os investigadores Roldinei Eduardo dos Reis Baptista, que atua na 1ª Delegacia de Combate à Corrupção, do DPPC, Rogério Cichev Teixeira, lotado no Serviço Aerotático da Polícia Civil, no Campo de Marte, e o escrivão Ciro Borges Magalhães Ferraz, também do 35° DP.

Doleiros alvos da Lava Jato

Os outros alvos de mandado de prisão preventiva são os doleiros Leonardo Meirelles e Meire Poza, ambos alvos da Operação Lava Jato no passado. Há também pedidos de prisão para Cléber Azevedo dos Santos, Robson Martins de Souza, Antônio Carlos Ubaldo Júnior e Paulo Rogério Dias, além do advogado Marlon Antonio Fontana.

Pelo menos três carros de luxo das marcas Jaguar, Porsche e BMW estão entre os bens apreendidos na Operação Bazaar.

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Justiça autorizou 25 mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens e valores dos investigados
Esquema envolvia esquema de corrupção e lavagem de dinheiro
Carro de luxo apreendido no âmbito da Operação Bazaar, nesta quinta (5/3)
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Carro de luxo apreendido no âmbito da Operação Bazaar, nesta quinta (5/3)

Divulgação/ Polícia Federal
Justiça autorizou 25 mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens e valores dos investigados
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Justiça autorizou 25 mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens e valores dos investigados

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Esquema envolvia esquema de corrupção e lavagem de dinheiro
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Esquema envolvia esquema de corrupção e lavagem de dinheiro

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Além dos mandados de prisão, a Justiça decretou medidas cautelares para seis investigados, que vão desde a proibição de acessar unidades policiais ao pagamento de fiança no valor de R$ 50 mil. Entre os antigidos pelas medidas cautelares estão os investigadores Rogério Cione e Jayme Emílio Tavares Júnior, lotados no DPPC e Deic, respectivamente, os advogados Guilherme Sacomano Nasser e Marcello Raduan Miguel, além do empresário Odair Alves da Silveira Filho e de Bruno Ramos Fernandes, apontado como sócio laranja de uma empresa.

Medidas cautelares

O juiz Paulo Fernando Deroma De Mello, da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital determinou que os alvos das medidas cautelares se apresentem bimestralmente.

Eles também estão proibidos de acessar delegacias — exceto se na condição de investigados ou testemunhas —, acessar a sede das empresas relacionadas, não podem se ausentar do município de domicílio por mais de cinco dias sem autorização e devem cumprir o recolhimento noturno, das 20h às 6h do dia seguinte. No caso dos policiais civis, estão suspensos do exercício da função pública.

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