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Policiais lavaram dinheiro sujo com vale-refeição, dizem PF e MPSP

Ao menos quatro agentes da Polícia Civil foram presos durante a operação. Suspeitos convertiam dinheiro vivo em créditos de vale-refeição

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Reprodução/ Polícia Civil
Ao menos quatro agentes da Polícia Civil foram presos durante a operação. Suspeitos convertiam dinheiro vivo em créditos de vale-refeição - Metrópoles
1 de 1 Ao menos quatro agentes da Polícia Civil foram presos durante a operação. Suspeitos convertiam dinheiro vivo em créditos de vale-refeição - Metrópoles - Foto: Reprodução/ Polícia Civil

Os agentes da Polícia Civil de São Paulo alvos da operação que acontece na manhã desta quinta-feira (5/3), usavam vale-refeição para lavar dinheiro. Segundo as investigações do Ministério Público (MPSP) e da Polícia Federal (PF), os valores oriundos do tráfico de drogas, recebidos em espécie, eram empregados na aquisição de cartões e posteriormente utilizados em padarias e mercadinhos de fachada.

Os recursos, então, eram transferidos a empresas fictícias, de modo que dinheiro em espécie era convertido em créditos com aparência lícita e reinserido no sistema financeiro.

Ao menos seis pessoas já foram presas preventivamente em São Paulo durante a Operação Bazaar, que investiga esquema de corrupção sistêmica e lavagem de dinheiro que teria se instalado em departamentos estratégicos da corporação. Entre os presos estão agentes da Polícia Civil e Meire Poza, delatora da Operação Lava Jato que atuou como contadora do doleiro Alberto Youssef.

Advogados e operadores financeiros também são suspeitos de participação no esquema.

A Justiça autorizou, ao todo, o cumprimento de 11 mandados de prisão preventivas, 25 de busca e apreensão e o bloqueio de bens e valores dos investigados, além de seis de intimação relativos a medidas cautelares diversas da prisão. Os mandados são cumpridos em São Paulo e Jundiaí, no interior do estado, inclusive em delegacias.


Como funcionava o esquema

  • Pagamentos sistemáticos de vantagens indevidas a agentes públicos.
  • Fraude processual.
  • Manipulação de procedimentos investigativos.
  • Destruição de provas no âmbito de inquéritos policiais.

Segundo o MPSP, a investigação descobriu que o grupo agia de forma estruturada para permitir a continuidade de práticas criminosas e, assim, evitar a responsabilização dos integrantes. Entre as medidas do grupo investigado, pagamentos eram feitos a agentes públicos, além de estratégias para fraude processual e manipulação de investigações.

O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco), do MPSP, descobriu também que policiais destruíam provas existentes em inquéritos policiais, para facilitar a continuidade das atividades do grupo investigado.

Ao Metrópoles o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que apoia a operação e colocou mais de 10 equipes à disposição do cumprimento dos mandados. Ele, no entanto, diz não saber o teor das acusações contra agentes da Polícia Civil.

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