metropoles.com

Delatora da Lava Jato é presa em operação contra corrupção policial

Delatora e ex-contadora do doleiro Alberto Youssef, Meire Poza é um dos alvos da operação contra corrupção na Polícia Civil

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução/Agência Senado
delatora lava jato operação
1 de 1 delatora lava jato operação - Foto: Reprodução/Agência Senado

A delatora da Lava Jato e ex-contadora do doleiro Alberto Youssef, Meire Poza, foi presa em uma operação que apura um amplo esquema de corrupção envolvendo policiais civis de São Paulo, deflagrada na manhã desta quinta-feira (5/3). Até o momento, pelo menos outras cinco pessoas, entre eles, agentes da Polícia Civil, foram presos preventivamente. Outros cinco mandados de prisão são cumpridos.

Meire era contadora de Youssef, que foi preso pela Operação Lava Jato por operar parte do esquema de corrupção na Petrobras, com transações ilícitas atingindo a casa dos R$ 10 bilhões. A contadora foi uma das delatoras do esquema de pagamento de propina e chegou a afimar à Polícia Federal (PF) que não havia qualquer papel relacionado ao esquema.

A ação desta quinta (5/3) é realizada pelo Ministério Público do estado (MPSP) em conjuto com a PF. Contra Poza, foi cumprido mandado de prisão preventiva, busca e apreensão e bloqueio de bens. “A investigada conhece diversos policiais e outros indivíduos que adulteram provas e destroem elementos que possam servir de convicção para uma futura denúncia”, segundo a decisão da Justiça que autorizou a prisão da doleira.

A decisão ainda cita que a delatora faz parte de um complexo grupo de lavadores de dinheiro, com ramificações diversas, o que demonstra um evidente risco futuro de fuga durante a instrução processual penal e no caso de eventual condenação.

A investigação também identificou uma conversa expressa em que se menciona um acordo dentro da organização criminosa formada para possivelmente livrar Poza de algum procedimento instaurado no Departamento de Polícia e Proteção à Cidadania. O procedimento seria relativo às investigações da Operação Fractal, de 2022, que teve o objetivo de desmantelar um bilionário esquema de remessas de dinheiro ilícito ao exterior.

Operação Bazaar

O esquema investigado nesta quinta-feira funcionava por meio de pagamentos sistemáticos de vantagens indevidas a agentes públicos, fraude processual, manipulação de procedimentos investigativos e destruição de provas no âmbito de inquéritos policiais. A Operação Bazaar cumpre 25 mandados de busca e apreensão, inclusive em unidades policiais, além de 11 mandados de prisão e seis de intimação.

Pelo menos três carros de luxo das marcas Jaguar, Porsche e BMW estão entre os bens apreendidos na operação.

Delatora da Lava Jato é presa em operação contra corrupção policial - destaque galeria
3 imagens
Justiça autorizou 25 mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens e valores dos investigados
Esquema envolvia esquema de corrupção e lavagem de dinheiro
Carro de luxo apreendido no âmbito da Operação Bazaar, nesta quinta (5/3)
1 de 3

Carro de luxo apreendido no âmbito da Operação Bazaar, nesta quinta (5/3)

Divulgação/ Polícia Federal
Justiça autorizou 25 mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens e valores dos investigados
2 de 3

Justiça autorizou 25 mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens e valores dos investigados

Divulgação/ Polícia Federal
Esquema envolvia esquema de corrupção e lavagem de dinheiro
3 de 3

Esquema envolvia esquema de corrupção e lavagem de dinheiro

Divulgação/ Polícia Federal

Como funcionava o esquema

  • Pagamentos sistemáticos de vantagens indevidas a agentes públicos
  • Fraude processual.
  • Manipulação de procedimentos investigativos.
  • Destruição de provas no âmbito de inquéritos policiais.

Segundo o MPSP, a investigação descobriu que o grupo composto por doleiros, operadores financeiros e “indivíduos com extenso histórico de prática de atos de lavagem de capitais” agiam de forma estruturada e para permitir a continuidade de práticas criminosas e, assim, evitar a responsabilização dos integrantes. Entre as medidas do grupo investigado, pagamentos eram feitos a agentes públicos, além de estratégias para fraude processual e manipulação de investigações.

O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco), do MPSP, descobriu também que policiais destruíam provas existentes em inquéritos policiais, para facilitar a continuidade das atividades do grupo investigado.

Ao Metrópoles o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que apoia a operação e colocou mais de 10 equipes à disposição do cumprimento dos mandados. Ele, no entanto, diz não saber o teor das acusações contra agentes da Polícia Civil.

 

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSão Paulo

Você quer ficar por dentro das notícias de São Paulo e receber notificações em tempo real?