Quem são os alvos de operação contra corrupção na Polícia Civil de SP
Delegado João Eduardo da Silva, do 35° Distrito Policial, no Jabaquara, está entre alvos da operação do MPSP e da PF
atualizado
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Um delegado, um escrivão, quatro investigadores, além de três advogados, dois doleiros e empresários estão entre os alvos da Operação Bazaar, deflagrada nesta quinta-feira (5/3) pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) em conjunto com a Polícia Federal (PF) e a Corregedoria da Polícia Civil. A investigação mira um suposto esquema de corrupção sistêmica e lavagem de dinheiro que teria se instalado em departamentos estratégicos da Polícia Civil paulista.
A Justiça autorizou o cumprimento de 11 mandados de prisão preventiva, 25 de busca e apreensão e o bloqueio de bens e valores dos investigados, além de seis de intimação relativos a medidas cautelares diversas da prisão. Os mandados são cumpridos inclusive em delegacias especializadas, como o Departamento de Investigações Criminais (Deic) e o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), na capital.
Entre os alvos de prisão ligados à Polícia Civil de São Paulo estão o delegado João Eduardo da Silva, hoje no 35° Distrito Policial (DP), no Jabaquara; e os investigadores Roldinei Eduardo dos Reis Baptista, que atua na 1ª Delegacia de Combate à Corrupção, do DPPC, Rogério Cichev Teixeira, lotado no Serviço Aerotático da Polícia Civil, no Campo de Marte, e o escrivão Ciro Borges Magalhães Ferraz, também do 35° DP.
Doleiros alvos da Lava Jato
Os outros alvos de mandado de prisão preventiva são os doleiros Leonardo Meirelles e Meire Poza, ambos alvos da Operação Lava Jato no passado. Há também pedidos de prisão para Cléber Azevedo dos Santos, Robson Martins de Souza, Antônio Carlos Ubaldo Júnior e Paulo Rogério Dias, além do advogado Marlon Antonio Fontana.
Até o momento, seis pessoas foram presas. Entre elas, três policiais civis e a doleira Meire.
Pelo menos três carros de luxo das marcas Jaguar, Porsche e BMW estão entre os bens apreendidos na Operação Bazaar (veja abaixo).
Além dos mandados de prisão, a Justiça decretou medidas cautelares para seis investigados, que vão desde a proibição de acessar unidades policiais ao pagamento de fiança no valor de R$ 50 mil. Entre eles estão os investigadores Rogério Cione e Jayme Emílio Tavares Júnior, lotados no DPPC e Deic, respectivamente, os advogados Guilherme Sacomano Nasser e Marcello Raduan Miguel, além do empresário Odair Alves da Silveira Filho e de Bruno Ramos Fernandes, apontado como sócio laranja de uma empresa.
Medidas cautelares
O juiz Paulo Fernando Deroma De Mello, da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital determinou, ainda, que os alvos das medidas cautelares se apresentem bimestralmente.
Eles também estão proibidos de acessar delegacias — exceto se na condição de investigados ou testemunhas —, acessar a sede das empresas relacionadas, não podem se ausentar do município de domicílio por mais de cinco dias sem autorização e devem cumprir o recolhimento noturno (das 20h às 6ho. o dia seguinte). No caso dos policiais civis, estão suspensos do exercício da função pública.






