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Eleições 2026São Paulo

Com Flávio e Tarcísio, André do Prado lança pré-candidatura ao Senado

André lança neste sábado (20/6) sua pré-candidatura ao Senado, sob chapa ameaçada por abrigar o inelegível Eduardo Bolsonaro como suplente

20/06/2026 02:15
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@andredopradosp/Instagram/Reprodução
André do Prado, Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro - Metrópoles

A pré-candidatura do deputado estadual André do Prado (PL-SP) ao Senado na chapa pela reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem lançamento neste sábado (20/6), mas já vem acompanhada da ameaça ao bloco após o primeiro suplente do parlamentar na disputa, Eduardo Bolsonaro, ter sido declarado inelegível pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

O evento, em Guarulhos, tem presença confirmada do governador e do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL).

Nos bastidores, a agenda é vista como a largada para a estratégia conjunta com Flávio, enquanto André buscava, até então, se consolidar como o “candidato de Tarcísio”.

Um dos cálculos até então era de que, caso Tarcísio e André saiam vitoriosos, o deputado estadual seria convidado a abandonar seu assento no Senado para dar lugar ao primeiro suplente, Eduardo, com promessa de um cargo no governo estadual.

Apesar da decisão do STF e da legislação eleitoral apontarem pela substituição da candidatura até 20 dias antes do primeiro turno para não inviabilizar a chapa, Eduardo tem mantido o discurso de que disputará as eleições deste ano como primeiro suplente de André. Já a segunda vaga de suplência ficará com Fernando Fiori de Godoy, ex-prefeito de Holambra.

Para este sábado, o presidente da Assembleia Legislativa (Alesp) convocou os aliados a participarem do encontro sob o lema de “direita unida e Brasil na Copa”. “Vista sua camisa amarela, reúna sua família e amigos, e venha participar desse momento especial”, diz o convite.

Vice-lanterna

A ausência de Eduardo como suplente pode enfraquecer a candidatura de André, conforme avalia a advogada e cientista política Julia Almeida, especialista em extrema direita, uma vez que o “filho 03” de Jair Bolsonaro funciona no pleito como um aval bolsonarista”.

“É uma candidatura cuja força principal está na máquina, mas isso não significa que André do Prado fique inviabilizado. Sua base não depende apenas do sobrenome Bolsonaro, e sim da articulação com prefeitos, vereadores e estruturas locais”, pondera.

A pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) acrescenta que, sem Eduardo, André precisaria de uma mediação mais forte com o eleitorado bolsonarista.  “A mediação pode vir de Tarcísio, de Jair Bolsonaro, de Flávio ou da própria composição da chapa”, diz.

Segundo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nessa sexta-feira (19/6), o candidato do PL aparece como vice-lanterna, mas em curva ascendente. Ele obteve 13,9% das intenções de voto em um cenário com Marina Silva (Rede) [35,1%], Simone Tebet (PSB) [32,4%], Guilherme Derrite (PP) [26,7%], Ricardo Salles (Novo) [17,1%] e Paulinho da Força (Solidariedade) [13,4%]. Quando seu nome começou a ser testado pelo instituto, em abril, André estreou com 9,8%.

A rejeição a seu nome vem de 11,6% do eleitorado. Cada entrevistado poderia citar mais de um nome.

Eduardo condenado

A sentença de Eduardo Bolsonaro foi decidida pela Primeira Turma do STF, na terça-feira (16/6). Os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino seguiram o voto do relator do processo, Alexandre de Moraes, que também defendeu a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

A pena foi de 4 anos e 2 meses de prisão após ele ser condenado pelo crime de coação no curso do processo no caso da trama golpista de 2022.

Em nota, Eduardo alegou que não foi formalmente citado. O ex-deputado, que atualmente está nos Estados Unidos, argumentou ter tomado conhecimento da condenação pela imprensa e que a decisão desrespeita o devido processo legal.

No voto, Moraes também refutou as alegações da Defensoria Pública da União (DPU), que fez a defesa de Eduardo, de que o ex-parlamentar não teria conhecimento do processo. Moraes também afirmou que “não é função de deputado federal brasileiro fazer lobby contra o país”.

A defesa ainda pode recorrer ao apresentar embargos de declaração, o que não deve mudar a pena. A punição ainda inclui 50 dias-multa (sendo cada dia equivalente a dois salários-mínimos).

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