Briga de vizinhos por lixo com comida estragada termina com um morto
Homem de 23 anos foi preso em flagrante após matar a facadas vizinho de 61 em Ribeirão Pires. Vítima de 35 anos também ficou ferida
atualizado
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Um homem de 61 anos foi morto e outro, de 35, ferido a facadas após discussão com um vizinho por causa do arremesso de ovos e sacolas de lixo com comida estragada em Ribeirão Pires, no ABC, região metropolitana de São Paulo. Apesar de o caso ter sido registrado como flagrante de homicídio e tentativa de homicídio, a Polícia Civil ainda investiga as circunstâncias do caso.
Segundo a polícia, o conflito vinha se arrastando nos últimos dias. O autor do crime, identificado como Renato Pereira da Silva Filho (foto de destaque), de 23 anos, estaria jogando ovos e sacolas de lixo com comida estragada na casa ao lado, que pertence a familiares de Carlos Alberto Costa, de 61 anos.
No sábado (7/3), Renato teria voltado a jogar os dejetos no imóvel vizinho. A moradora, então, questionou o vizinho e deu início a um bate-boca. Nesse momento, Carlos, que era sogro da mulher, se envolveu na discussão.
Ataque a facadas
Segundo as investigações, Renato Pereira teria se exaltado e atacado com uma faca Carlos e outro familiar — a vítima de 35 anos. Os feridos foram levados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Santa Luzia, região próxima ao local do conflito, mas Carlos não resistiu aos ferimentos. A segunda vítima não corre risco de morrer.
Renato foi encontrado em casa. A PM informou que o acusado relatou quase ter sido linchado por moradores do bairro após o crime.
Em depoimento à Polícia Civil, o acusado alegou legítima defesa, e argumentou que apenas reagiu ao ser ameaçado com pedaços de madeira e pedras pelas vítimas. Disse também que não era o responsável por jogar os ovos e as sacolas de lixo na casa do vizinho.
A Polícia Militar (PM) e a perícia não localizaram os objetos citados por Renato (madeira e pedras) na cena do crime. Na decisão que embasou a prisão em flagrante, o delegado cita que as vítimas estavam desarmadas e não tiveram chance de defesa. O caso segue sob investigação.
