“Bloco do PCC”: Justiça solta homem identificado atirando em baile funk

Justiça decidiu soltar Renato Olímpio Paula, o Oval, preso por ser flagrado atirando para o alto no “Bloco do PCC” em Santos

atualizado

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Polícia Civil/Divulgação.
Foto colorida de Renato Olímpio Paula, de 41 anos, o Oval, preso após ser identificado atirando para o alto durante baile funk, no Morro São Bento, em Santos.
1 de 1 Foto colorida de Renato Olímpio Paula, de 41 anos, o Oval, preso após ser identificado atirando para o alto durante baile funk, no Morro São Bento, em Santos. - Foto: Polícia Civil/Divulgação.

A Justiça de São Paulo (TJSP) decidiu soltar Renato Olímpio Paula, de 41 anos, o Oval, um dos homens presos ao ser flagrado atirando para o alto durante baile funk, no Morro do São Bento, em Santos, litoral de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, a festa promovida no feriado de Carnaval tinha ligação com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Baile de Carnaval no litoral de SP tem tiros para o alto e comentários sobre facções do RJ
Baile de Carnaval no litoral de SP tem tiros para o alto e comentários sobre facções do RJ. Oval está nessa imagem de boné com parte da aba na cor branca
Baile de Carnaval no litoral de SP tem tiros para o alto e comentários sobre facções do RJ
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Oval foi identificado como sendo um dos homens flagrados atirando para o alto, no “Bloco do PCC”, ocorrido no feriado de Carnaval. Ele foi preso dia 25 de fevereiro, depois de tentar fugir de policiais da 2ª Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), em cumprimento a uma ordem de prisão expedida pela Justiça. À época da prisão, o suspeito foi interceptado pelas polícias Civil e Militar, na divisa de Santos e São Vicente.

Prisões

Oval, como é conhecido Renato Olímpio Paula, tem outras passagens na ficha criminal. Entre elas, receptação, furto, roubo e tráfico.

O Metrópoles solicitou ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) posicionamento para entender qual foi o embasamento para a soltura do homem, que, segundo a polícia, foi flagrado realizando disparos em um evento ligado ao PCC.

Oval foi colocado em liberdade nessa sexta-feira (27/3) – um mês e dois dias depois de ser preso por envolvimento ao episódio das rajadas no Morro do São Bento.

Cantor preso

O funkeiro carioca Elias Quaresma Teodoro, o Mc Urubuzinho, foi preso preventivamente por envolvimento no episódio com disparos de arma de fogo em um baile funk. Conforme publicado pelo Metrópoles, o baile funk era comandado pelo cantor. Em um momento do evento que, segundo a polícia, é ligado ao PCC, o funkeiro diz “só quem é criminoso sabe essa”, e, depois, o MC pede uma “rajada” para o alto – em alusão a disparos – durante o show.

A gravação também mostra o cantor fazendo menções à disputa entre facções no Rio de Janeiro. Primeiro, ele canta um trecho de uma música e pede para “quem fecha com o Peixão” completar. Peixão é o apelido de Álvaro Malaquias Santa Rosa, chefe da facção carioca Terceiro Comando Puro (TCP), que tem feito alianças com o Primeiro Comando da Capital (PCC) contra o Comando Vermelho (CV).

Em seguida, o MC menciona a caçada ao “Urso”, vulgo de Edgar Alves Andrade, também chamado de Doca. O criminoso é apontado como líder do CV e da maior recompensa já oferecida pelo Disque Denúncia — o serviço paga R$ 100 mil por informações que levem à captura do criminoso.


Entenda o caso

  • Vídeos obtidos pelo Metrópoles mostram criminosos atirando para o alto durante um baile de Carnaval em Santos, no litoral de São Paulo.
  • As imagens foram gravadas no alto do Morro do São Bento.
  • Os indivíduos atiraram após o músico que se apresentava no baile, MC Urubuzinho, pedir uma “rajada”.
  • Durante o show, o MC carioca também fez comentários sobre a disputa entre facções do Rio de Janeiro.
  • Ele elogiou o Peixão, criminoso do Terceiro Comando Puro (TCP), e citou a caçada ao Urso, apontado como líder do Comando Vermelho (CV) – rival do TCP e do PCC.
  • Renato Olímpio Paula, de 41 anos, o Oval, um dos homens flagrados atirando para o alto durante o baile funk, foi preso depois de perseguição policial.
  • Justiça decidiu soltar Oval quase um mês depois da prisão. Ele responderá ao crime em liberdade

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