Assistente de deputada do PT é exonerado após prisão em megaoperação

Marcos Aparecido Ferreira Filho aparece lotado na Alesp como assistente parlamentar no gabinete da deputada estadual Beth Sahão (PT)

atualizado

metropoles.com

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Divulgação/ Polícia Militar
Imagem colorida de viaturas da PM. Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de viaturas da PM. Metrópoles - Foto: Divulgação/ Polícia Militar

Marcos Aparecido Ferreira Filho, assistente parlamentar no gabinete da deputada estadual Beth Sahão (PT), foi exonerado do cargo nesta quarta-feira (3/6), após ser preso na megaoperação Rei do Pix, na terça (2/6). O homem é suspeito de integrar um esquema milionário de desvios de recursos públicos na Câmara de Vereadores de Catanduva, no interior de São Paulo.

A exoneração foi confirmada ao Metrópoles pela própria Beth Sahão. Em nota, a parlamentar esclareceu que as acusações imputadas ao ex-assistente “não possuem qualquer relação com meu mandato” e comunicou a saída de Marcos Aparecido.

“Seguirei acompanhando o caso, esperando que seja devidamente investigado, respeitando-se o direito à ampla defesa dos envolvidos. E que os eventuais culpados sejam responsabilizados”, escreveu ela.

A deputada estadual acrescentou que tem mais de três décadas de atuação na vida pública, “marcada pela conduta ilibada”. Ela concluiu que a população “conhece sua trajetória pessoal, caráter e o compromisso com a honestidade e a ética na política”.

O ex-assistente foi preso no âmbito de uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Militar (PM). A ação mobilizou cerca de 200 policiais militares, para o cumprimento de mais de 50 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão nessa terça.

Operação Rei do Pix

Segundo a promotoria do MPSP, entre 2023 e 2024, as apurações identificaram desvios de pelos menos R$ 10 milhões do orçamento da Câmara de Catanduva, mas é possível que as fraudes tenham movimentado valores ainda maiores. Nos anos seguintes, o grupo investigado teria continuado a fazer acertos com dinheiro obtido ilicitamente, criando manobras para ocultar e dissimular a origem ilegal do dinheiro, configurando crime de lavagem de capitais.

 

Ainda de acordo com a Promotoria, o grupo alvo da operação criou mais de 60 empresas de fachada. Essas pessoas jurídicas simulavam prestações de serviços à Câmara, emitiam notas fiscais e recebiam recursos públicos, posteriormente devolvidos a integrantes do esquema criminoso em uma taxa de 90% a 95%.

A diligência policial também identificou fraudes em licitações e contratações superfaturadas usadas para viabilizar repasses aos criminosos de até 30% do valor pago pelo Poder Legislativo.

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