Homem preso em megaoperação Rei do Pix é assistente de deputada do PT

Marcos Aparecido Ferreira Filho aparece lotado na Alesp como assistente parlamentar no gabinete da deputada estadual Beth Sahão (PT)

atualizado

metropoles.com

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Divulgação/ Polícia Militar
Imagem colorida de viaturas da PM. Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de viaturas da PM. Metrópoles - Foto: Divulgação/ Polícia Militar

Um dos alvos presos na megaoperação Rei do Pix, deflagrada nesta terça-feira (2/6), pela Polícia Militar (PM), em parceria com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), foi identificado como Marcos Aparecido Ferreira Filho, assistente parlamentar no gabinete da deputada estadual Beth Sahão (PT).

A operação mira um esquema milionário de desvios de recursos públicos na Câmara de Vereadores de Catanduva, no interior de São Paulo. Mais de 200 policiais militares foram envolvidos na ação, que cumpriu mais de 50 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão.

Procurada pelo Metrópoles, a equipe da deputada afirmou que “o episódio em questão não tem qualquer relação com seu mandato” na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), “pois envolve fatos ocorridos na Câmara Municipal de Catanduva”.

“Ela acompanha o caso atentamente e espera que tudo seja investigado com firmeza e imparcialidade, mas sempre respeitando o direito à ampla defesa dos acusados. A parlamentar aguarda um posicionamento oficial das autoridades para tomar as medidas necessárias”, completa o comunicado.

Operação Rei do Pix

Segundo a promotoria do MPSP, entre 2023 e 2024, as apurações identificaram desvios de pelos menos R$ 10 milhões do orçamento da Câmara de Catanduva, mas é possível que as fraudes tenham movimentado valores ainda maiores. Nos anos seguintes, o grupo investigado teria continuado a fazer acertos com dinheiro obtido ilicitamente, criando manobras para ocultar e dissimular a origem ilegal do dinheiro, configurando crime de lavagem de capitais.

Ainda de acordo com a Promotoria, o grupo alvo da operação criou mais de 60 empresas de fachada. Essas pessoas jurídicas simulavam prestações de serviços à Câmara, emitiam notas fiscais e recebiam recursos públicos, posteriormente devolvidos a integrantes do esquema criminoso em uma taxa de 90% a 95%.

A diligência policial também identificou fraudes em licitações e contratações superfaturadas usadas para viabilizar repasses aos criminosos de até 30% do valor pago pelo Poder Legislativo.

  • A operação envolveu 20 promotores de Justiça, 30 servidores do Ministério Público, 11 agentes da Receita Federal e mais de 200 policiais militares, além de três equipes da Polícia Civil que auxiliaram no cumprimento de mandados na capital paulista.
  • Além disso, a 1ª Vara Criminal de Catanduva determinou o bloqueio de bens dos investigados em montantes varáveis.
  • No caso dos líderes do esquema, os bloqueios chegam a até R$ 20 milhões.
  • Também houve apreensão de valores em espécie e veículos automotores.

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