Após dias de caos, passageiros comemoraram fim da greve de ônibus em SP

Passageiros do Terminal João Dias relatam dificuldades que tiveram na terça-feira (9/12) com greve e comemoram fim da paralisação

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Terminal de ônibus João Dias - Metrópoles
1 de 1 Terminal de ônibus João Dias - Metrópoles - Foto: Jessica Bernardo/Metrópoles

Depois de um dia de caos, que teve chuva, greve de ônibus, recorde de trânsito e problema nos trens, os passageiros do transporte público de São Paulo saíram atentos de casa nessa quarta-feira (10/12) e comemoraram o fim da paralisação de motoristas e cobradores.

“Como ontem tava muito caótico, eu fiquei com medo do reflexo de hoje”, disse a cuidadora Vilma Cosme Bezerra, de 44 anos, que deu “graças a Deus” pelo serviço normal nesta quarta.
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"Como ontem tava muito caótico, eu fiquei com medo do reflexo de hoje", disse a cuidadora Vilma Cosme Bezerra, de 44 anos, que deu "graças a Deus" pelo serviço normal nesta quarta.
Sem ônibus na hora de voltar pra casa, Vanuza pegou o trem e o metrô lotados. Só conseguiu embarcar na Linha 5-Lilás na quarta tentativa. Depois, teve que andar por 30 minutos da estação Capão Redondo até em casa.
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"Como ontem tava muito caótico, eu fiquei com medo do reflexo de hoje", disse a cuidadora Vilma Cosme Bezerra, de 44 anos, que deu "graças a Deus" pelo serviço normal nesta quarta.
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"Como ontem tava muito caótico, eu fiquei com medo do reflexo de hoje", disse a cuidadora Vilma Cosme Bezerra, de 44 anos, que deu "graças a Deus" pelo serviço normal nesta quarta.

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Sem ônibus na hora de voltar pra casa, Vanuza pegou o trem e o metrô lotados. Só conseguiu embarcar na Linha 5-Lilás na quarta tentativa. Depois, teve que andar por 30 minutos da estação Capão Redondo até em casa.
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Sem ônibus na hora de voltar pra casa, Vanuza pegou o trem e o metrô lotados. Só conseguiu embarcar na Linha 5-Lilás na quarta tentativa. Depois, teve que andar por 30 minutos da estação Capão Redondo até em casa.

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Na terça-feira (9/12), Vilma já estava em casa quando a paralisação começou. Uma sorte que Vanuza Eduardo de Souza, de 54 anos, não teve.

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“Pra mim foi um caos. Eu costumo chegar em casa 17h30, ontem fui chegar quase 20h”, conta ela, que trabalha na lavanderia de um hotel.

Sem ônibus na hora de voltar pra casa, Vanuza pegou o trem e o metrô lotados. Só conseguiu embarcar na Linha 5-Lilás na quarta tentativa. Depois, teve que andar por 30 minutos da estação Capão Redondo até em casa.

Ela diz que “nem desligou a TV” para não perder nenhuma informação sobre como seria o dia de hoje. “Percebi que tava sem greve, foi um alívio”.

Como Vanuza, o pedreiro Valter de Lima também teve voltar andando para casa nesta terça. “Fui a pé, na chuva. Cheguei igual um pinguim”, diz ele, que trabalha perto do Aeroporto de Congonhas e mora no Jardim São Luís, na zona sul da cidade. O caminho de 45 minutos se transformou em uma caminhada de 3 horas no dia de ontem.

Na fila do Terminal João Dias para embarcar no ônibus Metrô São Judas, a doméstica Glaudeci de Jesus, de 55 anos, diz que ontem viu o terminal vazio.

“Cheguei aqui não tinha nenhum ônibus”, lembra ela. “Saí do serviço 17h e cheguei em casa quase 21h”.

A greve de motoristas e cobradores de ônibus terminou na noite desta quarta-feira (9/12), após uma reunião das empresas com o prefeito Ricardo Nunes (MDB) na sede da Prefeitura. As empresas se comprometeram a pagar o 13º salário dos funcionários — que estava atrasado e foi a justificativa apresentada por eles para a greve — até o dia 12 deste mês.

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