Após caminhada e ato, Tarcísio chama Nikolas de “ungido” e “fenômeno”

Tarcísio fez elogios a Nikolas após caminhada e ato organizados pelo deputado bolsonarista. Governador de São Paulo não foi à manifestação

atualizado

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Tarcísio Nikolas
1 de 1 Tarcísio Nikolas - Foto: Reprodução / Redes sociais

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), exaltou nesta segunda-feira (26/1) o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) após o parlamentar liderar uma caminhada de Minas Gerais até Brasília na última semana, que culminou em um ato que reuniu cerca de 18 mil pessoas na capital federal nesse domingo (25/1).

A manifestação pediu a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Papudinha, para a prisão domiciliar, além da anistia aos condenados pela trama golpista. O ato também foi carregado de críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes.

“Foi um grande movimento liderado pelo Nikolas, que é realmente um fenômeno, é uma grande liderança. É um menino ungido, eu posso falar um menino porque sou bem mais velho que ele. (Tem) 29 anos, com essa capacidade de comunicação, de mobilização”, afirmou Tarcísio durante agenda em Santos, no litoral paulista.

Segundo o governador, a iniciativa do deputado bolsonarista, que caminhou cerca de 230 km entre Paracatu, no interior de Minas, e Brasília, foi um ato “muito corajoso”.

“Tem que ter coragem para iniciar uma caminhada dessa, onde ele começa caminhando praticamente sozinho e termina com uma multidão. Então, é algo admirável. Esse menino conta com a minha admiração, com o meu apreço. Acho que é uma grande liderança, uma grande promessa para o nosso Brasil. Realmente me impressiona muito”, completou Tarcísio.

Apesar dos elogios, Tarcísio não compareceu ao ato. Questionado se a pressão exercida pela manifestação sobre o STF não poderia atrapalhar a relação com a Corte, em um momento em que aliados pedem que o ministro Alexandre de Moraes conceda prisão domiciliar a Bolsonaro, Tarcísio afirmou que não.

“Acho que não atrapalha, não tem por que atrapalhar. Vamos continuar lutando por isso, porque é algo que vai trazer dignidade para uma pessoa que tem problemas de saúde, tem comorbidade, tem mais de 70 anos. E, obviamente, a gente quer também que se olhem para os pequenos, para aquelas pessoas que estão sofrendo, que estão na prisão, de maneira, na nossa visão, desarrazoada, e que merecem voltar para suas casas”, disse o governador paulista.

Ainda segundo Tarcísio, o ato de domingo foi um “clamor amplo” da sociedade pelo o que ele chama de “crise moral” no país.

“Ele (Nikolas) traduz um sentimento que é de toda a sociedade. Um sentimento de inconformismo e indignação. Eu digo sempre que a gente fala muito da crise fiscal, e ela está contratada, e nós vamos ter um problema fiscal aqui na frente, e esse problema vai travar o crescimento do Brasil. Mas muito pior do que a crise fiscal é a crise moral, e essa a gente precisa cuidar. A crise moral vai arruinar as instituições. Elas estão sendo desrespeitadas e a gente precisa reverter, virar a chave”, disse Tarcísio.

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