Alvo da PF por lavagem de dinheiro, BMP sofreu ataque hacker em 2025

O banco BMP foi alvo da Operação Cliente Fantasma, deflagrada pela PF nesta 4ª feira, por suspeita de facilitar lavagem de R$ 25 bilhões

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Imagem colorida de policiais federais envolvidos em operação contra lavagem de dinheirp. Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de policiais federais envolvidos em operação contra lavagem de dinheirp. Metrópoles - Foto: Divulgação/ Polícia Federal

Alvo da Operação Cliente Fantasma, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (25/2), por suspeita de facilitar a lavagem de R$ 25 bilhões de “clientes invisíveis”, o banco BMP está entre as seis instituições financeiras que sofreram o maior ataque hacker da história do Brasil, no ano passado.

Segundo o próprio banco, R$ 541 milhões foram desviados do BMP por meio de 166 transações feitas por Pix, na madrugada do dia 30 de junho de 2025. Dias depois, a instituição financeira afirmou ter conseguido recuperar a quantia de R$ 18,7 milhões.

De acordo com a Polícia Civil de São Paulo, no decorrer das investigações, foi possível identificar que João Nazareno Roque facilitava “que demais indivíduos realizassem transferências eletrônicas em massa” para outras instituições financeiras”. O homem foi preso.

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Mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça Federal
Operação Cliente Fantasma, da PF, investiga banco suspeito de lavagem de dinheiro
Operação da PF foi realizada nesta quarta-feira e aponta atuação do banco na lavagem de dinheiro
O banco é suspeito de ajudar na lavagem de dinheiro de R$ 25 bilhões
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Operação da PF foi realizada nesta quarta-feira e aponta atuação do banco na lavagem de dinheiro
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Operação Cliente Fantasma

Nesta quarta-feira, a PF cumpriu três mandados de busca e apreensão na capital paulista e no município de Barueri, expedidos pela 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo, no âmbito da Operação Cliente Fantasma.

Os endereços estão ligados à sede do BMP, ao presidente da instituição, Carlos Eduardo Benitez, e ao responsável pelo setor de compliance, Paulo Henrique Witter Soares.

Segundo a PF, a investigação aponta que a instituição, embora regularizada a operar pelo Banco Central (BC), permitia que os clientes movimentassem dinheiro sem a devida identificação, dificultando a fiscalização sobre supostas atividades ilícitas.

Além disso, o banco não realizava as comunicações obrigatórias de operações suspeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), o que “teria contribuído para a ocultação e dissimulação da origem ilícita dos valores movimentados”.

Ainda de acordo com a PF, o banco teria ajudado na omissão e na lavagem de dinheiro de mais de R$ 25 bilhões de reais, incluindo recursos ligados às maiores organizações criminosas do país. Os investigados poderão responder pelos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, omissão de informações ao órgão regulador e lavagem de capitais.

Por meio de nota, o BMP afirmou que “está colaborando integralmente com as autoridades e prestando todos os esclarecimentos necessários, fornecendo todas as informações sobre as operações antigas de ex-clientes que foram objeto de apuração”. Ainda segundo a nota, “a companhia segue com a operação dos seus produtos normalmente”.

 

Usuários invisíveis

O nome da operação, “Cliente Fantasma”, faz referência à prática adotada pela fintech investigada, que, segundo a PF, mantinha contas e movimentações sem a devida identificação dos titulares perante ao Banco Central.

Na prática, os clientes ficavam invisíveis aos órgãos de controles, funcionando como fantasmas dentro do sistema financeiro, possibilitando a movimentação de bilhões em valores ilícitos sem fiscalização.

A omissão também permitia que os usuários ficassem blindados contra quebras de sigilo bancário e bloqueios judiciais.

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