Suspeito de ataque hacker teria desviado R$ 541 milhões, diz polícia

João Nazareno Roque facilitava que pessoas “realizassem transferências eletrônicas em massa”, segundo investigações da Polícia Civil de SP

atualizado

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Polícia Civil prende o hacker João Nazareno Roque, que desviou bilhões via Pix - Metrópoles
1 de 1 Polícia Civil prende o hacker João Nazareno Roque, que desviou bilhões via Pix - Metrópoles - Foto: Reprodução

Um homem foi preso nessa quinta-feira (3/7) pela Polícia Civil de São Paulo, suspeito de envolvimento no ataque hacker que teve como alvo a C&M Software – empresa que atua no desenvolvimento de soluções para operações no ecossistema de pagamentos instantâneos – teria desviado pelo menos R$ 541 milhões.

As informações são da própria Polícia Civil e foram obtidas pelo Metrópoles.

A C&M Software é responsável pela mensageria que interliga instituições financeiras ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) – o que engloba o ambiente de liquidação do Pix, sistema de transferências e pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central (BC) em 2020 e amplamente utilizado pelos brasileiros.

João Nazareno Roque teria confessado que deu acesso aos hackers, pela máquina dele, ao sistema sigiloso do banco. De acordo com a Polícia Civil, no decorrer das investigações, foi possível identificar que Nazareno facilitava “que demais indivíduos realizassem transferências eletrônicas em massa, no importe de R$ 541 milhões para outras instituições financeiras”.

Além da prisão do suspeito pelo ataque hacker, também foi determinado o bloqueio de R$ 270 milhões de uma conta utilizada para “recepcionar os valores milionários desviados”.

A Polícia Civil de São Paulo segue as investigações para identificar e prender outros suspeitos de envolvimento no crime. Há ainda um outro inquérito sobre o caso, instaurado pela Polícia Federal (PF).

Como foi o ataque

O golpe financeiro que atingiu a C&M Software se deu por meio de uma modalidade conhecida como “Supply Chain”, na qual os hackers atacam uma empresa com o objetivo de acessar valores dos clientes.

Grosso modo, um ataque desse tipo é planejado por um longo período, de 6 meses ou mais. Avaliações preliminares apontam que os criminosos já estariam dentro do sistema da C&M há algum tempo.

Pelo menos seis instituições financeiras foram afetadas pela ação criminosa, com desvios de recursos de contas de empresas e interrupção temporária de operações via Pix.

O número divulgado pela Polícia Civil, de R$ 541 milhões, é referente ao prejuízo de uma das instituições financeiras atingidas (a BMP). Fontes ligadas à Polícia Federal (PF) – que também abriu investigação para apurar o caso – dão conta de que o montante desviado pode ser bem maior.

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