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Negócios

Wall Street em festa: bolsas de Nova York disparam com recuo de Trump

A maior alta do dia era registrada pelo Nasdaq, que reúne ações de empresas ligadas ao setor de tecnologia e operava com ganhos de 4,23%

23/04/2025 11:41, atualizado 23/04/2025 11:42
Getty Images
Imagem da Bolsa de Valores de Nova York, nos Estados Unidos - Metrópoles

Em um dia marcado pela euforia dos mercados globais após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando um possível acordo comercial com a China e descartando a demissão do chefe do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, os principais índices das bolsas de valores de Nova York operavam em forte alta nesta quarta-feira (23/4).


Bolsas dos EUA

  • Por volta das 11h30 (pelo horário de Brasília), o índice Dow Jones avançava 2,73%, aos 40,2 mil pontos.
  • O S&P 500, por sua vez, subia ainda mais: 3,27%, aos 5,4 mil pontos.
  • A maior alta do dia era registrada pelo Nasdaq, que reúne ações de empresas ligadas ao setor de tecnologia e operava com ganhos de 4,23%, aos 16,9 mil pontos.

Trump muda o tom

Nessa terça-feira (22/4), Donald Trump amenizou o discurso e abriu brecha para um possível acordo com o país asiático.

“[Uma tarifa] De 145% é muito alta, não será tudo isso. Será reduzida substancialmente. Não será zero”, afirmou o presidente dos EUA.

Na semana passada, a Casa Branca havia divulgado documento que falava em tarifas de até 245% sobre os produtos importados da China, em função das “ações retaliatórias” de Pequim.

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Inicialmente, a informação não estava acompanhada por uma explicação sobre a eventual nova tarifa nem por dados a respeito do cálculo usado pelos EUA para definir a taxa.

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Diante da confusão gerada pelo anúncio, a Casa Branca atualizou o texto horas depois, explicando como chegou aos 245% de tarifas sobre produtos chineses. Segundo o governo dos EUA, a taxa seria aplicada sobre produtos específicos.

Nesta quarta-feira, o porta-voz da diplomacia do regime chinês, Guo Jiakun, faz coro às declarações do líder norte-americano e afirmou que Pequim está disposta a chegar a um acordo sobre as tarifas comerciais impostas de parte a parte.

“A China já disse anteriormente que, em uma guerra comercial e de tarifas, não há vencedores. A porta para conversar com os EUA está escancarada”, disse o porta-voz do governo de Xi Jinping.

Powell não será demitido

Depois de ter levantado a possibilidade de demitir o presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), Jerome Powell, Trump recuou, amenizou o tom e praticamente afastou essa hipótese.

“Nunca tive [intenção de demitir Powell]. A imprensa exagera as coisas”, afirmou Trump a repórteres.

“Não, não tenho intenção de demiti-lo. Gostaria de vê-lo ser um pouco mais ativo em relação à sua ideia de reduzir as taxas de juros”, prosseguiu o presidente dos EUA.

“Acreditamos que este é o momento perfeito para reduzir a taxa, e gostaríamos de ver nosso presidente [do Fed] agir com antecedência ou pontualmente, em vez de com atraso”, completou Trump.

A diretoria do Federal Reserve é composta por sete integrantes que cumprem mandatos de 4 a 14 anos – todos são indicados pela Presidência dos EUA.

A indicação para o cargo de presidente do Fed é definida pela Casa Branca e confirmada por uma votação no Senado norte-americano a cada 4 anos.

Em 2022, Jerome Powell foi indicado pelo então presidente dos EUA, Joe Biden, para um segundo mandato à frente do Fed – que termina em maio de 2026.

O entendimento majoritário nos EUA é o de que o presidente do Fed não pode ser removido do cargo sem que haja uma “justa causa”. Há, no entanto, um caso pendente de decisão pela Suprema Corte do país que remete a um precedente estabelecido há 90 anos, em 1935.

De qualquer forma, caso Trump fosse adiante na ideia de demitir Powell, provavelmente o caso chegaria à Suprema Corte dos EUA.