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Recordes em série: ouro bate US$ 4,3 mil em melhor semana desde 2008

A tendência é a de que o ouro feche a semana com alta acumulada superior a 8%. Será o maior ganho do metal em 17 anos

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A cotação internacional do ouro voltou a quebrar seu recorde histórico nessa quinta-feira (16/10), mantendo a tendência das últimas semanas e caminhando para seu período de maior valorização em quase 20 anos, em meio à guerra comercial entre Estados Unidos e China e diante da expectativa de queda de juros na economia norte-americana.

Na divisão de metais da Bolsa de Valores de Nova York, o ouro fechou o dia em forte alta de 2,45%, negociado a US$ 4.304,60 por onça-troy. Durante a sessão, o metal atingiu o valor de US$ 4.314,70 por onça-troy.

Já nesta sexta-feira (17/10), a trajetória de alta se intensificava nas primeiras horas de negociação. O metal subia 0,2% pela manhã, cotado a US$ 4.335,87 por onça-troy. Mais cedo, chegou a US$ 4.378,69, nova máxima histórica.

Os contratos futuros de ouro dos EUA com entrega em dezembro registravam valorização de 1%, negociados a US$ 4.348,90.

A tendência é a de que o ouro feche a semana com alta acumulada superior a 8%. Será o maior ganho do metal em 17 anos, desde setembro de 2008.

Por que o ouro disparou

Segundo analistas do mercado, a trajetória ascendente da cotação do ouro continua se devendo, em grande parte, à busca dos investidores por ativos mais seguros, em meio às incertezas fiscais nos EUA e diante de um mercado de ações superaquecido.

A alta do metal foi alavancada pelo chamado “comércio da desvalorização”, com investidores procurando segurança em ativos como bitcoin e criptomoedas em geral, ouro e prata, em um movimento de claro afastamento das principais moedas.

Além disso, investidores esperam que o BC dos EUA promova mais um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros da economia norte-americana em outubro.

Atualmente, os juros no país estão situados no patamar entre 4% e 4,25% ao ano, após um corte de 25 pontos-base na última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Banco Central dos EUA), em setembro.

Ativo sem rendimentos, o ouro tende a se sair bem quando o juro está mais baixo.

Prata também avança

Assim como o ouro, a prata continua passando por um momento de forte valorização, também renovando suas máximas históricas.

Na sessão de quinta-feira, o metal avançou 3,73%, terminando o dia cotado a US$ 53,29 por onça-troy, novo recorde de fechamento.

Durante a sessão, a cotação da prata chegou a US$ 53,61, nova máxima histórica.

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