Diretor do Fed indicado por Trump defende corte maior de juros nos EUA

Atualmente, os juros da economia norte-americana estão situados no intervalo entre 4% e 4,25% ao ano. Fed se reúne nos dias 28 e 29

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1 de 1 Imagem de Stephen Miran, diretor do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) - Metrópoles - Foto: Win McNamee/Getty Images

Indicado em setembro para a diretoria do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) pelo presidente norte-americano Donald Trump, Stephen Miran afirmou nesta quinta-feira (16/10) que a autoridade monetária deveria promover um corte de 0,5 ponto percentual na taxa de juros.

Atualmente, os juros da economia norte-americana estão situados no intervalo entre 4% e 4,25% ao ano – depois de um corte de 0,25 ponto percentual na última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed, em setembro.

A expectativa da maioria dos analistas do mercado é a de que o BC dos EUA promova mais dois cortes de 25 pontos-base na taxa de juros até o fim deste ano. As próximas reuniões do Fomc acontecem nos dias 28 e 29 de outubro e 9 e 10 de dezembro.

Segundo Miran, que concedeu uma entrevista à Fox Business nesta manhã, já existe espaço para que o corte de juros seja intensificado, mas isso não deve ocorrer. O diretor do Fed admitiu que a tendência é uma nova queda de 25 pontos-base na próxima reunião do Fomc, daqui a 12 dias.

Tensão comercial entre EUA e China

Durante a entrevista, o diretor do Fed alertou para os efeitos da guerra comercial entre EUA e China sobre o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano neste e nos próximos anos. Nos últimos dias, os dois países voltaram a escalar o conflito comercial, aumentando as incertezas econômicas globais.

“As negociações podem ocorrer rapidamente ou lentamente. E isso definirá o tamanho do crescimento do PIB no ano que vem”, disse Miran.

De acordo com o diretor do Fed, o PIB dos EUA deve fechar 2025 com uma alta em torno de 2%.

Discurso de Powell é mais cauteloso

A fala de Stephen Miran sobre os juros vai na contramão do discurso mais cauteloso do presidente do Fed, Jerome Powell, desafeto de Trump. No início da semana, Powell disse que a inflação no país continua acima da meta e exigindo cuidado por parte da autoridade monetária.

Em um evento, Powell afirmou ainda que “há risco de que o lento repasse das tarifas comerciais comece a parecer uma inflação persistente”, o que exigiria cautela do BC norte-americano.

Ainda segundo o presidente do Fed, o mercado de trabalho nos EUA “está mostrando riscos negativos bem significativos”, com claros sinais de desaceleração na criação de vagas e uma demanda por mão de obra “se movendo um pouco mais rápido do que a oferta”.

“Se agirmos muito rapidamente, podemos deixar o trabalho contra a inflação inacabado”, alertou Powell.

O chefe do BC dos EUA afirmou também que o objetivo da autoridade monetária é levar a inflação de volta à meta de 2% ao ano, “sem causar danos desnecessários ao emprego”. “Nossas decisões são tomadas reunião a reunião, com base na evolução dos dados e no balanço de riscos entre crescimento, emprego e preços”, explicou.

“Os dados mostram que o aumento dos preços de bens reflete, principalmente, as tarifas, e não pressões inflacionárias mais amplas”, disse Powell.

Em agosto, a inflação nos EUA ficou em 2,9% base anual, acima da meta de 2% buscada pelo Fed e levemente maior do que no início do ano.

A elevação da taxa básica de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação. Quando o Fed aumenta os juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que se reflete nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica.

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