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Dólar cai com reunião Brasil-EUA e prévia do PIB. Bolsa oscila

Na véspera, o dólar encerrou a sessão em leve queda de 0,13%, cotado a R$ 5,462, perto da estabilidade. Ibovespa subiu 0,65%

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O dólar operava em baixa nesta quinta-feira (16/10), com o foco do mercado voltado para o avanço das negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

No cenário doméstico, o destaque fica por conta da divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Os dados são informados pelo Banco Central (BC).


Dólar

  • Às 15h37, o dólar caía 0,26%, a R$ 5,449.
  • Mais cedo, às 14h29, a moeda norte-americana recuava 0,4% e era negociada a R$ 5,442.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,459. A mínima é de R$ 5,422.
  • Na véspera, o dólar encerrou a sessão em leve queda de 0,13%, cotado a R$ 5,462, perto da estabilidade.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula ganhos de 2,63% em outubro e perdas de 11,62% frente ao real em 2025.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), que abriu o pregão em queda, operava volátil nesta tarde.
  • Às 15h50, o Ibovespa recuava 0,16%, aos 142,3 mil pontos, perto da estabilidade.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em alta de 0,65%, aos 142,6 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula perdas de 2,41% no mês e valorização de 18,49% no ano.

Brasil e EUA negociam tarifas e sanções

Nesta quinta-feira, os investidores repercutem a retomada formal das negociações entre os governos dos EUA e do Brasil acerca das tarifas comerciais e das sanções impostas pela Casa Branca.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, se reúnem para tratar das negociações sobre as tarifas de 50% aplicadas pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump aos produtos brasileiros, além das sanções impostas a autoridades.

Vieira, que foi designado por Lula para acompanhar as discussões sobre o tema, desembarcou na capital norte-americana, Washington, na segunda-feira (13/10). O convite para uma reunião presencial foi feito na semana passada pelo próprio secretário de Estado, quando os dois conversaram por telefone.

A expectativa é que o diálogo facilite a revisão das tarifas, viabilize condições para negociações de isenções e reative canais de cooperação econômica e política, garantindo maior previsibilidade para as empresas e o comércio bilateral. De acordo com fontes do governo brasileiro, a interlocução direta com Rubio aumenta as chances de avanços rápidos, evitando intermediários sem acesso direto ao presidente norte-americano.

Diante da perspectiva de progresso nas negociações sobre tarifas e sanções, o encontro de Vieira e Rubio é visto como um momento crucial para redefinir o rumo das relações bilaterais e preparar o terreno para decisões estratégicas ao nível presidencial.

As tarifas que elevaram para 50% a alíquota de importação sobre parte das exportações do Brasil foram anunciadas em 30 de julho e entraram em vigor em 6 de agosto. Na ordem executiva que oficializou a medida, o governo Trump classificou o Brasil como um risco à segurança nacional, justificando a adoção da tarifa mais elevada.

A taxação é resultado da aplicação de uma sobretaxa de 40% sobre os 10% já cobrados desde abril deste ano, dentro do que o governo dos EUA chamou de “ajuste recíproco” das tarifas com seus principais parceiros comerciais.

Falas do Fed

Ainda nos EUA, o mercado acompanha novas declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) que podem indicar a trajetória futura da taxa básica de juros da maior economia do mundo.

Nesta quinta, são esperados pronunciamentos de Thomas Barkin e Michelle Bowman, ambos membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed. Michael Barr e Christopher Waller também devem falar sobre política monetária e inflação.

Atualmente, a taxa de juros da economia norte-americana está situada no intervalo entre 4% e 4,25% ao ano – depois de um corte de 0,25 ponto percentual na última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed, em setembro.

A expectativa da maioria dos analistas do mercado é a de que o BC dos EUA promova mais dois cortes de 25 pontos-base na taxa de juros até o fim deste ano. As próximas reuniões do Fomc acontecem nos dias 28 e 29 de outubro e 9 e 10 de dezembro.

“Prévia” do PIB no Brasil

No âmbito interno, os investidores repercutem os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma “prévia” do PIB do país, que registrou alta de 0,4% em agosto deste ano, na comparação com o mês anterior.

O resultado positivo interrompeu uma sequência de três recuos mensais consecutivos do indicador, que havia cedido 0,5% em julho.

O IBC-Br é um indicador que serve como parâmetro e tenta “antecipar” o resultado do PIB do país. O cálculo do IBC-Br também auxilia a autoridade monetária a definir a meta da taxa básica de juros da economia, a Selic.

Esse indicador econômico incorpora estimativas de crescimento para os setores agropecuário, industrial e de serviços, acrescidas dos impostos sobre produtos, que são estimados a partir da evolução da oferta total (produção e importações).

Antes divulgado segmentado por estados e por regiões, o IBC-Br é, atualmente, calculado nacionalmente.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país. Todos os países calculam o seu PIB nas suas respectivas moedas.

Os bens e serviços finais que compõem o PIB são medidos no preço em que chegam ao consumidor. Assim, levam em consideração também os impostos sobre os produtos comercializados.

Segundo a edição mais recente do Relatório Focus, do BC, divulgada na última segunda-feira, o PIB do Brasil para 2025 deve ter crescimento de 2,16%, mesma estimativa da semana anterior.

Para 2026, a previsão de crescimento da economia se manteve em 1,8%.

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