Queda nas vendas de cerveja faz Heineken cortar 6 mil empregos

As 6 mil demissões representarão cerca de 7% do quadro geral de funcionários da Heineken em todo o mundo. Empresa holandesa enfrenta crise

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

iStock Editorial/Getty Images Plus
Imagem de garrafas de cerveja da Heineken - Metrópoles
1 de 1 Imagem de garrafas de cerveja da Heineken - Metrópoles - Foto: iStock Editorial/Getty Images Plus

A Heineken, gigante holandesa do setor de bebidas, informou, nesta quarta-feira (11/2), que cortará até 6 mil empregos em escala global. A decisão é tomada em meio à queda nas vendas e a uma demanda mais fraca por cervejas.

As 6 mil demissões representarão cerca de 7% do quadro geral de funcionários da Heineken em todo o mundo.

A companhia anunciou ainda que pretende implementar um programa de produtividade que pode reduzir o número de funcionários entre 5 mil e 6 mil nos próximos dois anos.

“Estamos fazendo isso para fortalecer nossas operações e poder investir no crescimento”, explicou o diretor financeiro da Heineken, Harold van den Broek, em videoconferência para apresentar os resultados anuais.

Para este ano, a Heineken projetou uma alta entre 2% e 6% em seus lucros – abaixo das estimativas de 2025, que variavam de 4% a 8%.

Ainda de acordo com a Heineken, o lucro operacional anual fechou 2025 acima das projeções iniciais, com alta de 4,4%.

Vendas em queda

A Heineken já havia reportado uma queda expressiva em suas vendas de cerveja no terceiro trimestre do ano passado. De acordo com a companhia, o recuo global na comercialização do produto foi de 4,3% no período entre julho e setembro de 2025, em meio às incertezas comerciais especialmente nas Américas do Norte e do Sul.

No Brasil, segundo a Heineken, a queda nas vendas foi ainda maior, superando os dois dígitos.

De acordo com a Heineken, dona de marcas como Amstel, Birra Moretti e Cruzcampo, houve uma queda de 1,4% nas receitas da empresa no terceiro trimestre, para 8,7 bilhões de euros (cerca de R$ 54,3 bilhões). A receita líquida, por sua vez, recuou 0,3% no período, para 7,3 bilhões de euros (R$ 45,6 bilhões).

Os volumes de cerveja nas Américas registraram queda de 7,4%, informou a companhia, reflexo de um “sentimento mais contido do consumidor” e das incertezas comerciais, principalmente nos EUA.

As quedas nas vendas nas Américas do Norte e do Sul foram parcialmente compensadas por crescimento em outras regiões, como a África, o Oriente Médio e alguns mercados da Ásia.

Ações sobem

As ações da Heineken negociadas na Bolsa de Valores de Amsterdã registravam alta no pregão desta quarta-feira.

Por volta das 13h15 (pelo horário de Brasília), já na reta final da sessão, os papéis da companhia avançavam 4,21%, a 77,72 euros.

Na Bolsa de Nova York, as ações da Heineken subiam 4,03% perto das 13 horas (de Brasília), cotadas a US$ 46,06.

Renúncia de CEO

No mês passado, depois de seis anos no cargo, o CEO da Heineken, Dolf van den Brink, anunciou sua renúncia, em meio à crise enfrentada pela companhia holandesa.

Van den Brink está no cargo desde junho de 2020, quando assumiu a presidência executiva da Heineken em meio ao início da pandemia de Covid-19. Desde então, a companhia enfrentou um período turbulento marcado por um aumento expressivo dos custos e pela queda nas vendas.

Após a renúncia do executivo, o Conselho de Administração da Heineken informou que começará a procura pelo sucessor de Van den Brink. A saída do atual CEO acontecerá no dia 31 de maio.

Ao anunciar sua renúncia, Van den Brink disse que permanecerá como consultor por oito meses a partir de junho, participando do processo de transição na Heineken.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNegócios

Você quer ficar por dentro das notícias de negócios e receber notificações em tempo real?