Com queda nas vendas, CEO da Heineken renuncia ao cargo após 6 anos

Dolf van den Brink está no cargo desde junho de 2020, quando assumiu a presidência executiva da Heineken em meio ao início da pandemia

atualizado

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1 de 1 Imagem de garrafas de cerveja da Heineken - Metrópoles - Foto: iStock Editorial/Getty Images Plus

Depois de seis anos no cargo, o CEO da Heineken, Dolf van den Brink, anunciou sua renúncia, nesta segunda-feira (12/1), em meio a uma forte crise enfrentada pela gigante holandesa do setor de bebidas.

Van den Brink está no cargo desde junho de 2020, quando assumiu a presidência executiva da Heineken em meio ao início da pandemia de Covid-19. Desde então, a companhia enfrentou um período turbulento marcado por um aumento expressivo dos custos e pela queda nas vendas – o que acabou afetando as ações da empresa.

Após a renúncia do executivo, o Conselho de Administração da Heineken informou que começará a procura pelo sucessor de Van den Brink. A saída do atual CEO acontecerá no dia 31 de maio. A companhia tem, portanto, cerca de quatro meses para encontrar um novo líder.

Ao anunciar sua renúncia, Van den Brink disse que permanecerá como consultor por oito meses a partir de junho, participando do processo de transição na Heineken.

Vendas em queda

A Heineken reportou uma queda expressiva em suas vendas de cerveja no terceiro trimestre do ano passado.

De acordo com a companhia, o recuo global na comercialização do produto foi de 4,3% no período entre julho e setembro de 2025, em meio às incertezas comerciais especialmente nas Américas do Norte e do Sul.

No Brasil, segundo a Heineken, a queda nas vendas foi ainda maior, superando os dois dígitos.

“A volatilidade macroeconômica persistiu como previsto e aumentou no terceiro trimestre, criando um ambiente desafiador, resultando em um desempenho misto”, admitiu Van den Brink, na ocasião. “Particularmente nas Américas, o mercado de cerveja está realmente enfraquecendo.”

De acordo com a Heineken, dona de marcas como Amstel, Birra Moretti e Cruzcampo, houve uma queda de 1,4% nas receitas da empresa no terceiro trimestre, para 8,7 bilhões de euros (cerca de R$ 54,3 bilhões).

A receita líquida, por sua vez, recuou 0,3% no período, para 7,3 bilhões de euros (R$ 45,6 bilhões).

Os volumes de cerveja nas Américas registraram queda de 7,4%, informou a companhia, reflexo de um “sentimento mais contido do consumidor” e das incertezas comerciais, principalmente nos EUA.

As quedas nas vendas nas Américas do Norte e do Sul foram parcialmente compensadas por crescimento em outras regiões, como a África, o Oriente Médio e alguns mercados da Ásia.

Ações no vermelho

Após o anúncio da renúncia de seu principal executivo, as ações da Heineken negociadas tanto na Bolsa de Valores de Amsterdã (Holanda) quanto na Bolsa de Valores de Nova York (EUA) registravam fortes perdas.

Por volta do meio-dia (pelo horário de Brasília), os papéis da Heineken negociados em Amsterdã recuavam 4,54%, a 66,90 euros.

Em Nova York, o tombo era de 4,19%, a US$ 39,14.

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