Bebidas falsificadas: fábrica clandestina operava dentro de sítio
Operação da Polícia Civil descobriu fábrica clandestina de bebidas alcoólicas em Rio Claro, no interior de SP
atualizado
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Uma operação da Polícia Civil, deflagrada nesta quinta-feita (9/1), resultou na prisão em flagrante de um homem, de 29 anos, e uma mulher, de 26, acusados de serem responsáveis por uma fábrica clandestina de bebidas alcoólicas, em Rio Claro, interior de São Paulo.
A ação contou com policiais civis da 1ª Delegacia de Polícia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra a Saúde Pública (Divecar) e outras quatro equipes. Os agentes também cumpriram três mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça de São Paulo, referentes à terceira fase da Operação Poison Source (Fonte de Veneno, em português).
Segundo as informações, os endereços eram a residência do principal investigado, uma adega mantida por ele na cidade e um sítio onde funcionaria uma indústria clandestina de bebidas alcoólicas falsificadas.
No imóvel, foram apreendidos dois veículos e uma moto usados nas entregas, além de mercadorias e produtos diversos sem origem, que eram recebidos como forma de pagamento na venda das bebidas falsificadas. Também foram apreendidos R$ 72 mil em espécie, bem como insumos e materiais utilizados na produção e comercialização ilícita dos produtos.
Os suspeitos presos foram autuados por crimes contra a saúde pública, relações de consumo e contra a propriedade material e industrial.
As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e apurar a extensão do crime, que representa risco à saúde pública e à ordem econômica.
Operação Poison Source
A primeira fase da Operação Poison Source, deflagrada em outubro do ano passado, resultou na prisão de um dos principais fornecedores de insumos utilizados na falsificação de bebidas alcoólicas no país, na zona norte da capital paulista.
Na ocasião, foram apreendidos rótulos, tampas, caixas e selos falsificados de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Outros dois homens foram presos e, nos municípios de Nova Iguaçu (RJ) e Goiânia (GO), os investigadores localizaram depósitos de garrafas utilizados para abastecer fornecedores de bebidas alcoólicas falsificadas.
Já a segunda fase foi realizada em novembro com o cumprimento de 21 ordens judiciais nos estados de Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Goiás, Bahia e Pernambuco, resultando na prisão de cinco pessoas e na apreensão de materiais utilizados na adulteração e distribuição das bebidas.
















