Queda do petróleo faz bolsas da Europa subirem. Londres é exceção

Com recuo na cotação do petróleo, principais índices das bolsas da Europa fecharam no azul. Frankfurt, Paris e Madri subiram, e Londres caiu

atualizado

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1 de 1 Imagem de pessoa passando em frente a painel da Bolsa de Valores de Londres - Metrópoles - Foto: Cate Gillon/Getty Images

Ao contrário do que ocorreu na véspera, os principais índices das bolsas de valores da Europa fecharam em alta, nesta terça-feira (5/5), impulsionados pelo alívio nos preços internacionais do petróleo, que recuaram. A exceção negativa do dia ficou com a Bolsa de Londres, que encerrou o pregão no vermelho.

O principal fator de influência sobre os mercados de câmbio e ações continua sendo a escalada da guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio. Na véspera, o presidente dos EUA, Donald Trump, subiu o tom e prometeu que o Irã “será varrido da face da Terra” caso ataque navios norte-americanos.


O que aconteceu

  • O índice Stoxx 600, que reúne ações de 600 empresas europeias listadas em bolsas, fechou em alta de 0,69%, aos 609,72 pontos.
  • Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX terminou o dia com ganhos de 1,67%, aos 24,3 mil pontos.
  • O CAC 40, da Bolsa de Paris, avançou 1,08%, aos 8 mil pontos.
  • O índice Ibex 35, de Madri, encerrou o pregão disparando 1,8%, aos 17,6 mil pontos.
  • Por outro lado, o FTSE 100, da Bolsa de Valores de Londres, terminou o dia em baixa de 1,4%, aos 10,2 mil pontos.

Trump ameaça “varrer” o Irã do mapa

No front internacional, a guerra no Oriente Médio continua ditando o rumo dos mercados de câmbio e de ações, com influência direta sobre os preços do petróleo. Nas últimas horas, uma nova escalada nas tensões entre Trump e o regime iraniano vem preocupando os investidores.

Nessa segunda-feira (4/5), Trump afirmou que o Irã “será varrido da face da Terra” caso ataque navios norte-americanos envolvidos no chamado “Projeto Liberdade”. A operação está em curso no Estreito de Ormuz e tem como objetivo escoltar e conduzir embarcações retidas na região, uma das principais rotas marítimas do mundo.

A declaração foi dada durante entrevista à Fox News. Na ocasião, Trump também disse acreditar que o Irã tem demonstrado uma postura “mais maleável” nas negociações de paz em andamento.

Apesar disso, o presidente reforçou que os EUA mantêm presença militar fortalecida na região. “Temos mais armas e munições de qualidade muito superior àquela que tínhamos antes”, disse. “Temos os melhores equipamentos. Temos recursos em todo o mundo. Temos bases em todo o mundo. Todas elas estão abastecidas com equipamentos. Podemos usar tudo isso, e usaremos, se precisarmos.”

Anunciado no domingo (3/5), o “Projeto Liberdade” teve início após pedidos de países que não participam diretamente do conflito na região, mas tiveram embarcações retidas no local, segundo Trump. O republicano afirmou que a missão tem caráter humanitário e tem como objetivo garantir a saída segura dos navios e de suas tripulações.

O líder norte-americano disse ainda que os países envolvidos indicaram que não pretendem voltar a operar na região até que haja segurança para navegação. Ele acrescentou que qualquer tentativa de interferência na operação poderá ser respondida de forma firme pelos EUA.

Irã sobe o tom e responde aos EUA

A escalada de tensões no Estreito de Ormuz ganhou um novo capítulo na segunda-feira, após declarações duras do almirante Ali Akbar Ahmadian, representante do líder da Revolução no Conselho de Defesa da República Islâmica do Irã (IRGC).

Em mensagem divulgada pela agência estatal iraniana IRNA, Ahmadian afirmou que os EUA seriam responsáveis por “tomar como refém a segurança da navegação e da energia mundial” e alertou para possíveis respostas militares assimétricas na região.

“Os piratas marítimos americanos devem saber que operações complexas, combinadas e assimétricas em profundidade no campo de batalha irão alterar as equações de tal forma que o custo de suas decisões ultrapassará o limite de tolerância”, escreveu.

Ele acrescentou que as ações iranianas não devem ser interpretadas como simples advertência. “Isso não é um aviso, mas parte de uma realidade que, com a permissão de Deus, se concretizará”, afirmou.

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