Dólar cai com petróleo e ameaça de Trump de “varrer” o Irã. Bolsa sobe

No dia anterior, o dólar terminou a sessão em alta de 0,32%, cotado a R$ 4,968. Ibovespa, por sua vez, caiu 0,92%, aos 185,6 mil pontos

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1 de 1 Imagem de notas de dólares dos Estados Unidos - Metrópoles - Foto: Artem Priakhin/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

O dólar opera em baixa, nesta terça-feira (5/5), dia em que o mercado financeiro repercute a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que reduziu a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano.

Ainda no cenário doméstico, os investidores aguardam a divulgação dos resultados trimestrais do Itaú, o maior banco do país, prevista para depois do fechamento do mercado.

No exterior, o principal fator de influência sobre os mercados de câmbio e ações continua sendo a escalada da guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio. Na véspera, o presidente dos EUA, Donald Trump, subiu o tom e prometeu que o Irã “será varrido da face da Terra” caso ataque navios norte-americanos. Mesmo com as novas ameaças, os preços internacionais do petróleo operam em queda.


Dólar

  • Às 10h07, o dólar caía 0,68%, a R$ 4,934.
  • Mais cedo, às 9h13, a moeda norte-americana recuava 0,36% e era negociada a R$ 4,95.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 4,953. A mínima é de R$ 4,933.
  • No dia anterior, o dólar terminou a sessão em alta de 0,32%, cotado a R$ 4,968.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula ganhos de 0,32% no mês e perdas de 9,49% no ano frente ao real.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em alta no início do pregão.
  • Às 10h28, o Ibovespa avançava 0,51%, aos 186,5 mil pontos.
  • Na véspera, o indicador fechou o pregão em queda de 0,92%, aos 185,6 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula perdas de 0,92% em abril e valorização de 15,19% em 2026.

Ata do Copom reforça cautela por causa da guerra

O Copom divulgou, nesta terça-feira, a ata referente à reunião de abril. O comunicado oficial reforça o tom de cautela do colegiado.

Na ata, o colegiado afirma que a decisão de reduzir a taxa em 0,25 ponto percentual, o que levou a Selic para 14,5% ao ano, é compatível com o cenário atual, mas sinalizou estar de monitorando os desdobramentos do conflito para as tomadas de decisões futuras.

“Os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros podem incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, diz trecho da ata.

A taxa Selic é o principal instrumento de controle da inflação. Os integrantes do Copom são responsáveis por decidir se vão cortar, manter ou elevar a Selic, uma vez que a missão do BC é controlar o avanço dos preços de bens e serviços do país.

Ao aumentar os juros, a consequência esperada é a redução do consumo e dos investimentos no país. Dessa forma, o crédito fica mais caro e a atividade econômica tende a desaquecer, provocando queda de preços para consumidores e produtores.

Projeções mais recentes mostram que o mercado não acredita em um cenário em que a taxa de juros volte a ficar abaixo de dois dígitos durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o mandato do presidente do BC, Gabriel Galípolo.

Analistas do mercado financeiro, consultados semanalmente no Relatório Focus do BC, estimam que a Selic feche 2026 em 13% ao ano – ou seja, não há expectativa de novos aumentos na taxa. As estimativas para os próximos anos também seguem as mesmas: 11% ao ano em 2027, 10% em 2028 e 10% em 2029.

Itaú divulga resultados do 1º trimestre de 2026

No âmbito corporativo, o grande destaque do dia, para os mercados, é a divulgação do balanço financeiro do Itaú, o maior banco do país. Será o segundo “bancão” a anunciar seus resultados do primeiro trimestre deste ano – o primeiro foi o Santander, no fim de abril.

De acordo com a média das estimativas do mercado, o Itaú deve liderar mais uma vez o desempenho dos “bancões” brasileiros nos três primeiros meses de 2026. O Goldman Sachs projeta que os lucros da instituição financeira cresçam cerca de 1% em relação ao trimestre anterior.

Além do Itaú, o mercado espera a divulgação dos resultados financeiros trimestrais de empresas importantes como Iguatemi e C&A.

Lula empata com Flávio, Ciro, Caiado e Zema no 2º turno, diz pesquisa

Uma nova pesquisa do instituto Real Big Data, divulgada nesta terça-feira, mostra Lula na liderança em diferentes cenários de primeiro turno na corrida presidencial. Por outro lado, o petista empataria com Flávio Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PSDB), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) em projeções de segundo turno, de acordo com o levantamento.

Em cenários de segundo turno, Lula aparece empatado tecnicamente – ou seja, dentro da margem de erro – com todos os candidatos testados pela pesquisa. O senador Flávio Bolsonaro, contudo, é o único que aparece com vantagem numérica sobre o petista em um eventual embate direto.

Em cenários de 1º turno testados pela sondagem, Lula tem vantagem sobre todos os candidatos. No primeiro cenário, sem que Ciro Gomes (PSDB) seja uma das opções, a margem do petista é ainda maior sobre Flávio Bolsonaro (PL), que aparece em segundo lugar nas intenções de voto.

Ciro tem tido seu nome testado em pesquisas de opinião para cargos no Executivo estadual e nacional. O ex-ministro também é cotado para concorrer ao governo do Ceará. Em declaração na última semana, durante evento em São Paulo, Ciro afirmou que deve decidir até a primeira quinzena de maio a que cargo vai concorrer.

O levantamento ouviu 2 mil pessoas entre os dias 2 e 4 de maio de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-03627/2026.

Trump ameaça “varrer” o Irã do mapa

No front internacional, a guerra no Oriente Médio continua ditando o rumo dos mercados de câmbio e de ações, com influência direta sobre os preços do petróleo. Nas últimas horas, uma nova escalada nas tensões entre Trump e o regime iraniano vem preocupando os investidores.

Nessa segunda-feira (4/5), Trump afirmou que o Irã “será varrido da face da Terra” caso ataque navios norte-americanos envolvidos no chamado “Projeto Liberdade”. A operação está em curso no Estreito de Ormuz e tem como objetivo escoltar e conduzir embarcações retidas na região, uma das principais rotas marítimas do mundo.

A declaração foi dada durante entrevista à Fox News. Na ocasião, Trump também disse acreditar que o Irã tem demonstrado uma postura “mais maleável” nas negociações de paz em andamento.

Apesar disso, o presidente reforçou que os EUA mantêm presença militar fortalecida na região. “Temos mais armas e munições de qualidade muito superior àquela que tínhamos antes”, disse. “Temos os melhores equipamentos. Temos recursos em todo o mundo. Temos bases em todo o mundo. Todas elas estão abastecidas com equipamentos. Podemos usar tudo isso, e usaremos, se precisarmos.”

Anunciado no domingo (3/5), o “Projeto Liberdade” teve início após pedidos de países que não participam diretamente do conflito na região, mas tiveram embarcações retidas no local, segundo Trump. O republicano afirmou que a missão tem caráter humanitário e tem como objetivo garantir a saída segura dos navios e de suas tripulações.

O líder norte-americano disse ainda que os países envolvidos indicaram que não pretendem voltar a operar na região até que haja segurança para navegação. Ele acrescentou que qualquer tentativa de interferência na operação poderá ser respondida de forma firme pelos EUA.

Irã sobe o tom e ameaça EUA

A escalada de tensões no Estreito de Ormuz ganhou um novo capítulo na segunda-feira, após declarações duras do almirante Ali Akbar Ahmadian, representante do líder da Revolução no Conselho de Defesa da República Islâmica do Irã (IRGC).

Em mensagem divulgada pela agência estatal iraniana IRNA, Ahmadian afirmou que os EUA seriam responsáveis por “tomar como refém a segurança da navegação e da energia mundial” e alertou para possíveis respostas militares assimétricas na região.

“Os piratas marítimos americanos devem saber que operações complexas, combinadas e assimétricas em profundidade no campo de batalha irão alterar as equações de tal forma que o custo de suas decisões ultrapassará o limite de tolerância”, escreveu.

Ele acrescentou que as ações iranianas não devem ser interpretadas como simples advertência. “Isso não é um aviso, mas parte de uma realidade que, com a permissão de Deus, se concretizará”, afirmou.

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