Pão de Açúcar vê “incerteza relevante” sobre continuidade da empresa
Alerta consta em nota da demonstração financeira do 4º trimestre de 2025 do grupo. Nesse período, prejuízo líquido foi de R$ 523 milhões
atualizado
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O Grupo Pão de Açúcar (GPA) fez um alerta ao mercado sobre a existência de “incerteza relevante” sobre a continuidade operacional da companhia. A informação consta nas notas explicativas do balanço da empresa, divulgado na noite de terça-feira (24/2).
Na demonstração financeira do quarto trimestre de 2025, a nota explicativa de 1.6, na página 117 do documento, destaca que a melhora dos recentes resultados operacionais não têm sido suficientes para estancar os prejuízos no balanço. Daí, a ameaçada a continuidade do negócio no país.
A empresa afirmou que, no fim de 2025, apresentava um capital circulante líquido negativo de cerca de R$ 1,22 bilhão. O valor era decorrente de empréstimos e debêntures com vencimento em 2026, no montante de R$ 1,7 bilhão.
Mesmo com a melhora na geração positiva dos caixas operacionais e dos demais principais indicadores operacionais, o GPA continuou registrando prejuízo durante os últimos 3 meses de 2025.
O GPA ainda diz que atualmente não possui contratos firmados para renegociação das dívidas e vendas de créditos tributários, sendo que estas ações e os termos de eventuais contratos a serem firmados “não estão totalmente sob o controle da administração”.
Prejuízo
No quarto trimestre de 2025, segundo dados do balanço do GPA, o prejuízo líquido das operações continuadas somou R$ 523 milhões. O número representou uma melhora em relação aos R$ 737 milhões negativos registrados um ano antes.
Em 2025, a perda acumulada do grupo chegou a R$ 651 milhões, numa queda de 61% em relação ao resultado de 2024. No ano passado, o GPA tinha R$ 669 milhões em fluxo de caixa operacional, mais do que o dobro do ano anterior.
O custo financeiro líquido das dívidas, porém, era de R$ 920 milhões em 2025, ante R$ 325 em 2024. A dívida líquida consolidada do GPA, já descontado o caixa, alcançou R$ 2 bilhões em 2025, quase R$ 700 milhões acima do ano anterior.
