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Negócios

Prejuízo da Raízen, gigante do agro, dispara mais de 500%

Segundo dados do balanço financeiro da Raízen, o prejuízo no período entre outubro e dezembro de 2025 foi de R$ 15,645 bilhões

13/02/2026 11:34
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Divulgação/Raízen
Imagem de fábrica da Raízen - Metrópoles

A Raízen, um dos gigantes do agronegócio brasileiro no setor de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis, registrou um prejuízo bilionário no quarto trimestre do ano passado, de acordo com dados divulgados no fim da noite dessa quinta-feira (12/2).

Segundo o balanço financeiro da companhia, o prejuízo no período entre outubro e dezembro de 2025 foi de R$ 15,645 bilhões.

O resultado negativo aumentou 508,5% em relação às perdas de R$ 2,571 bilhões acumuladas no quarto trimestre do ano anterior.


Outros números

  • A receita líquida da Raízen entre outubro e dezembro de 2025 somou R$ 60,392 bilhões, o que representou uma queda anual de 9,7%.
  • O Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou em R$ 3,151 bilhões, com recuo de 3,3%.
  • O balanço da empresa mostra também que o nível de investimentos diminuiu em cerca de R$ 3 bilhões, em comparação com o ano-safra anterior, em linha com o Plano de Investimentos para 2025/2026.
  • Ao final do ano passado, a Raízen possuía R$ 17,3 bilhões em caixa e aplicações.

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O que diz a Raízen

De acordo com a Raízen, empresa controlada por Cosan e Shell, o prejuízo líquido foi impactado pelo “impairment” de R$ 11,1 bilhões no quarto trimestre, em função da piora do crédito e do rebaixamento de notas de classificação por parte de algumas das principais agências de risco.

“Impairment” é um procedimento contábil que verifica se o valor contábil de um ativo excede seu valor de recuperação, garantindo que bens não sejam superavaliados no balanço. Ele é feito quando o valor de mercado ou uso de um ativo cai abaixo do registrado, exigindo um ajuste de redução.

Segundo a Raízen, isso “decorreu da revisão de procedimentos contábeis aplicáveis às premissas utilizadas nos testes de recuperabilidade de determinados ativos – incluindo tributos diferidos e a recuperar, ágio sobre rentabilidade futura e outros ativos não financeiros”.

“Tais provisões não possuem efeito caixa e poderão ser futuramente revertidas à medida que as circunstâncias macroeconômicas da indústria melhorem e a companhia equacione sua estrutura de capital”, afirmou a Raízen.

A companhia informou, ainda, que “continua operando no curso normal de seus negócios” e reforçou “o compromisso com a continuidade regular das operações e na manutenção da relação com nossos parceiros de negócios – clientes, revendedores e fornecedores, ainda mais essenciais neste período”.