Ouro segue em disparada e bate US$ 5 mil pela primeira vez na história

Por volta das 8h30 (de Brasília), os contratos futuros do ouro para abril registravam valorização de 2,08%, a US$ 5.121,40 por onça-troy

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Em meio a uma nova onda de preocupação nos mercados globais e a uma crise de confiança no governo dos Estados Unidos nas últimas semanas, os preços do ouro voltaram a bater recorde, nesta segunda-feira (26/1), refletindo a busca dos investidores por ativos considerados mais seguros em momentos de grande incerteza.

O metal bateu seu novo recorde histórico, superando a marca de US$ 5 mil por onça-troy pela primeira vez na história.


O que aconteceu

  • Por volta das 8h30 (pelo horário de Brasília), os contratos futuros do ouro para abril registravam valorização de 2,08% e eram negociados a US$ 5.121,40 por onça-troy, de acordo com dados da divisão de metais da Bolsa de Valores de Nova York.
  • Mais cedo, o ouro foi negociado a ‌US$ 5.110,50 por onça-troy.
  • No ano passado, o metal precioso registrou valorização de 64%, seu maior ganho anual em quase meio século, desde 1979.
  • No acumulado de 2026 até aqui, o preço do ouro já subiu cerca de 18%.

Por que o ouro continua subindo tanto

Segundo analistas do mercado, a trajetória ascendente da cotação do ouro continua se devendo, em grande parte, à busca dos investidores por ativos mais seguros em meio às incertezas nos EUA e diante de um mercado de ações superaquecido.

O mundo passa por uma fase turbulenta na geopolítica, com as novas ameaças tarifárias dos EUA contra a União Europeia (UE), a guerra entre Rússia e Ucrânia (que se desenrola há quase quatro anos), a recente invasão dos EUA na Venezuela e os protestos que colocam em xeque o regime teocrático do Irã. Historicamente, em períodos de incerteza e instabilidade, ativos mais seguros ganham força.

A alta dos metais preciosos foi alavancada pelo chamado “comércio da desvalorização”, com investidores procurando segurança em ativos como bitcoin e criptomoedas em geral, ouro e prata, em um movimento de claro afastamento das principais moedas.

No último fim de semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou impor uma tarifa de 100% sobre os produtos do Canadá caso o país seguisse adiante nas negociações em torno de um acordo comercial com a China.

Prata também avança

A cotação internacional da prata também registrava forte alta nesta segunda-feira, cravando novas máximas históricas.

Por volta das 8h30, os contratos futuros da prata para março disparavam 7,07%, a US$ 108,50 a onça.

Mais cedo, o preço do metal precioso chegou a bater US$ 109,44 a onça, novo recorde.

Na última sexta-feira (23/1), a prata superou, pela primeira vez na história, a marca de US$ 100. Em 2025, a valorização foi de 147%.

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