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Com mercado inseguro e Fed sob ataque, ouro e prata batem novo recorde

Por volta das 11 horas (de Brasília), os contratos futuros do ouro para fevereiro registravam valorização de 2,79%. Prata subia quase 8%

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Em meio a uma onda de preocupação nos mercados globais após a abertura de uma investigação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano), os investidores estão buscando segurança em ativos considerados mais protegidos, como o ouro e a prata. Nesta segunda-feira (12/1), os metais voltaram a bater recordes históricos.


O que aconteceu

  • Por volta das 11 horas (pelo horário de Brasília), os contratos futuros do ouro para fevereiro registravam valorização de 2,79% e eram negociados a US$ 4.626,46 por onça-troy, de acordo com dados da divisão de metais da Bolsa de Valores de Nova York.
  • No mesmo horário, os contratos futuros da prata para março disparavam 7,95%, cotados a US$ 85,65 a onça, também uma máxima histórica.
  • No ano passado, a prata acumulou uma alta de quase 150%.

Por que ouro e prata vêm subindo tanto

Segundo analistas do mercado, a trajetória ascendente da cotação do ouro e da prata continua se devendo, em grande parte, à busca dos investidores por ativos mais seguros em meio às incertezas nos EUA e diante de um mercado de ações superaquecido.

O mundo passa por uma fase turbulenta na geopolítica, com a guerra entre Rússia e Ucrânia (que se desenrola há quase quatro anos), a invasão dos EUA na Venezuela e os recentes protestos que colocam em xeque o regime teocrático do Irã. Historicamente, em períodos de incerteza e instabilidade, ativos mais seguros ganham força.

A alta dos metais preciosos foi alavancada pelo chamado “comércio da desvalorização”, com investidores procurando segurança em ativos como bitcoin e criptomoedas em geral, ouro e prata, em um movimento de claro afastamento das principais moedas.

Investigação sobre o Federal Reserve

Especialmente neste início de semana, os mercados demonstram grande preocupação com a notícia de que o Departamento de Justiça dos EUA abriu uma investigação criminal sobre a reforma US$ 2,5 bilhões na sede do Fed, em Washington. O presidente do BC dos EUA, Jerome Powell, desafeto do presidente norte-americano Donald Trump, também é alvo da apuração.

Em um comunicado divulgado pelo Fed, Powell afirma que a investigação, relacionada ao seu depoimento ao Comitê Bancário do Senado sobre a reforma dos prédios administrativos do Fed – prestado em junho de 2025 –, é uma retaliação direta do governo Trump.

“A ameaça de acusações criminais é uma consequência do Federal Reserve definir as taxas de juros com base em nossa melhor avaliação do que será melhor para o público, em vez de seguir as preferências do presidente”, disse o presidente do Fed.

“A questão aqui é se o Fed poderá continuar a definir as taxas de juros com base em evidências e nas condições econômicas – ou se, ao contrário, a política monetária será dirigida por pressão política ou intimidação”, continuou Powell.

Ao longo do último ano, Trump e aliados intensificaram as críticas a Powell por não promover cortes nos juros no ritmo defendido pelo republicano.

Apesar disso, o Fed reduziu as taxas em três reuniões consecutivas no segundo semestre do ano passado, mas dirigentes da autoridade monetária indicaram recentemente que novos cortes não estão garantidos nos próximos meses.

“O serviço público às vezes exige manter-se firme diante de ameaças. Continuarei a exercer o trabalho para o qual o Senado me confirmou, com integridade e compromisso de servir ao povo americano”, concluiu Powell.

Na última reunião do Fed, em dezembro, o corte nos juros foi de 0,25 ponto percentual, acompanhando as projeções da maioria dos analistas do mercado. Agora, os juros estão no patamar entre 3,5% e 3,75% ao ano.

A votação não foi unânime. Stephen Miran, novo integrante do Fed, indicado por Donald Trump, votou por um corte maior, de 0,5 ponto percentual, enquanto Jeffrey R. Schmid e Austan D. Goolsbee votaram pela manutenção da taxa de juros.

O próximo encontro da autoridade monetária para definir a taxa de juros, o primeiro de 2026, está marcado para os dias 27 e 28 de janeiro.

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