Mercado resiste a “efeito Flávio”. Dólar e Bolsa mantêm-se estáveis

Moeda americana avançou 0,26%, a R$ 5,43, e Ibovespa caiu 0,13%, mesmo com Flávio Bolsonaro dizendo que candidatura em 2026 é “irreversível”

atualizado

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Imagem de notas de dólar, empilhadas umas sobre as outras, com uma lupa sobre elas - Metrópoles
1 de 1 Imagem de notas de dólar, empilhadas umas sobre as outras, com uma lupa sobre elas - Metrópoles - Foto: Faga Almeida/UCG/Universal Images Group via Getty Images

O dólar registrou pequena valorização de 0,26% frente ao real, cotado a R$ 5,43, nesta terça-feira (9/12). Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em queda de 0,13%, aos 157.981,13. Como as duas variações foram pequenas, na prática, os dois indicadores permaneceram estáveis ao final da sessão.

O dia, contudo, foi agitado, com forte oscilação nos mercados de câmbio e de ações. Os investidores tomaram um novo susto com declarações feitas pela manhã pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Ao deixar a sede da Polícia Federal (PF), em Brasília, depois de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso no local, Flávio definiu como “irreversível” sua pré-candidatura à Presidência da República em 2026. Com isso, o dólar disparou e a Bolsa afundou.

Na sexta-feira (5/12), quando o ex-presidente anunciou a candidatura do filho, o mercado entrou em pânico. O Ibovespa desabou 4,31% e a moeda americana anotou alta de 2,31%, a R$ 5,43. Nesta quarta-feira, o dólar beirou os R$ 5,50 às 10h35, mas recuou ao longo do pregão.

Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, observa que o dólar avançou nesta terça-feira em meio a um ambiente de cautela mantido por investidores, reforçado tanto pelos ruídos locais – o “efeito Flávio” –, mas também pela proximidade da decisão sobre os juros nos Estados Unidos e no Brasil. Nos dois casos, elas serão tomadas nesta quarta-feira (10/12).

Corte nos EUA

Em relação aos EUA, a possibilidade de um corte de 0,25 ponto percentual nos juros, hoje fixados no intervalo entre 3,75% e 4,00%, é de 87,4%, segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group. A decisão será anunciada na tarde desta quarta-feira, depois da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

“Nos EUA. dados  do mercado de trabalho vieram mais fortes do que esperado nesta quarta-feira, o que contribuiu para fortalecimento do dólar em termos globais”, diz Shahini. “No entanto, o mercado ainda trabalha com a expectativa de quase 90% de corte do Fed amanhã.”

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), também anuncia o valor taxa básica de juros, a Selic, no fim da tarde de quarta-feira. Nesse caso, há ampla expectativa de manutenção dos atuais 15% ao ano. A questão é saber se o Copom vai emitir algum sinal sobre o início da queda dos juros, algo que, para muitos analistas de mercado, pode ocorrer a partir de janeiro.

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