metropoles.com

Bolsa afunda com possível indicação de Flávio candidato. Dólar dispara

Na véspera, o dólar terminou a sessão em baixa de 0,04%, cotado a R$ 5,31. Ibovespa subiu 1,67%, aos 164,4 mil pontos, e bateu novo recorde

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Cris Faga/NurPhoto via Getty Images
Imagem desfocada do painel da Bolsa de Valores do Brasil, a B3, com os números que refletem o desempenho das ações negociadas - Metrópoles
1 de 1 Imagem desfocada do painel da Bolsa de Valores do Brasil, a B3, com os números que refletem o desempenho das ações negociadas - Metrópoles - Foto: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

O dólar operava em alta nesta sexta-feira (5/12), no último pregão da semana, que tem as atenções dos investidores voltadas para a divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos e também para o cenário político-eleitoral no Brasil.

O maior destaque da agenda econômica é o anúncio dos dados do índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE), indicador preferido do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) para acompanhar a inflação e embasar suas decisões de política monetária.

O Ibovespa, principal indicador do desempenho das ações negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3), voltou a renovar sua máxima histórica durante o pregão, superando a marca dos 165 mil pontos pela primeira vez.

No início da tarde, o índice passou a cair após a informação de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teria escolhido o filho Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato ao Palácio do Planalto em 2026.


Dólar

  • Às 15h40, o dólar disparava 2,69%, a R$ 5,455.
  • Mais cedo, às 14h49, a moeda norte-americana avançava 1,9% e era negociada a R$ 5,421.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,454. A mínima é de R$ 5,30.
  • Na véspera, o dólar terminou a sessão em baixa de 0,04%, cotado a R$ 5,31.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 0,46% em dezembro e de 14,07% frente ao real em 2025.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da B3, passou a operar em fortíssima queda depois de bater novamente o recorde histórico.
  • Às 15h42, o Ibovespa despencava 3,34%, aos 158,9 mil pontos.
  • Mais cedo, o índice renovou sua máxima histórica mais uma vez, cravando 165.035,97 pontos.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em alta de 1,67%, aos 164,4 mil pontos. O índice bateu seu recorde de fechamento pelo terceiro dia consecutivo.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula valorização de 3,39% no mês e de 36,73% no ano.

Inflação nos EUA

O principal foco de atenção dos investidores continua sendo a definição do Banco Central dos EUA sobre a taxa de juros da economia norte-americana.

Atualmente, a taxa de juros nos EUA está no intervalo entre 3,75% e 4% ao ano (após redução de 0,25 ponto percentual na última reunião do Fed), e a maioria dos analistas do mercado aposta em mais um corte de juros até o fim de 2025.

De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de um novo corte de 0,25 ponto percentual nos juros dos EUA é de 87,2%. Por outro lado, 12,8% dos investidores apostam na manutenção do patamar atual. A próxima reunião do Fed ocorre na semana que vem, dias 9 e 10 de dezembro.

A taxa básica de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação. Quando a autoridade monetária mantém os juros elevados, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que se reflete nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica.

O Índice de Preços de Gastos com Consumo (PCE, na sigla em inglês) ficou em 0,3% em setembro deste ano, na comparação com o mês anterior. Em relação a setembro do ano passado, a inflação do consumo nos EUA ficou em 2,8%.

Os resultados vieram em linha com as expectativas do mercado. A maioria dos analistas projetava exatamente índices de 0,3% e 2,8%. Em agosto, a inflação do consumo nos EUA ficou em 0,3% (mensal) e 2,7% (anual).

O núcleo da inflação do consumo, que exclui variações de preços de alimentos e energia, mais voláteis, foi de 0,2% em setembro. Na base anual, ficou em 2,8%.

O resultado, que também ficou dentro do esperado pelo mercado, indicou estabilidade em relação ao mês anterior, quando o núcleo do PCE foi de 0,2% (mensal) e 2,9% (anual).

Flávio Bolsonaro candidato?

Segundo informações do colunista Paulo Cappelli, do Metrópoles, Jair Bolsonaro afirmou que o senador Flávio Bolsonaro será seu candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. A escolha de um integrante da família foi comunicada a interlocutores próximos nesta semana. Essa é a primeira vez que o ex-presidente, que está preso na carceragem da Polícia Federal (PF) em Brasília, manifesta tal intenção.

Bolsonaro avalia que o filho primogênito ganhará musculatura para a disputa a partir do momento em que se comportar como postulante ao Palácio do Planalto e fizer agendas pelo Brasil. Na avaliação do ex-presidente, Flávio consolida unidade partidária e conta com um relevante palanque de governadores aliados como Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo, e Cláudio Castro (PL), no Rio de Janeiro.

Por conta disso, a previsão é que o senador comece a fazer mais viagens pelo país e assuma protagonismo nos embates com o presidente Lula. Dentro da família Bolsonaro, Flávio também seria o candidato que passaria “previsibilidade” para a classe política e o segmento econômico, dado o perfil mais moderado que o dos irmãos.

O mais provável, nesse novo cenário, é que Michelle concorra ao Senado pelo Distrito Federal e que algum partido de centro indique o vice na chapa de Flávio.

A reação do mercado aos novos planos do bolsonarismo foi negativa em um primeiro momento. O candidato preferido ao Planalto por amplos setores do mercado financeiro é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

LDO aprovada no Congresso

No Brasil, o Congresso Nacional aprovou, nessa quinta-feira (4/12), o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026. O parecer, que obriga o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a pagar a maior parte das emendas até meados do ano eleitoral, recebeu votação simbólica.

O governo terá de pagar 65% das emendas obrigatórias ainda no primeiro semestre do ano, ou seja, até julho. Isso corresponde a cerca de R$ 13 bilhões. As emendas obrigatórias são as individuais, de bancada e Pix.

A LDO é o conjunto de diretrizes e regras que ditam como o Governo Federal deverá gastar o Orçamento do ano seguinte. A proposta é enviada pelo Palácio do Planalto, normalmente, no primeiro trimestre do ano anterior ao que se refere o projeto, e deve ser votado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e, depois, pelo Congresso Nacional.

O relatório do deputado federal Gervásio Maia (PSB-PB) instituiu um cronograma para a execução de 65% dos recursos impositivos (aqueles que o Palácio do Planalto é obrigado a pagar) indicados por parlamentares até julho de 2026. Isso se aplica para emendas individuais e de bancadas estaduais. As emendas de comissão ficaram de fora.

A agenda foi um dos principais pontos de conflito entre o governo e o Congresso e levou ao adiamento da votação por quase cinco meses. O relatório de Maia foi chancelado na Comissão Mista de Orçamento (CMO), na última quarta-feira (3/12), antes de chegar ao plenário.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNegócios

Você quer ficar por dentro das notícias de negócios e receber notificações em tempo real?