Dólar sobe e Bolsa recua com candidatura “irreversível” de Flávio

Na véspera, o dólar terminou a sessão em queda de 0,22%, cotado a R$ 5,421. Ibovespa, por sua vez, subiu 0,52%, aos 158,1 mil pontos

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O dólar operava em alta nesta terça-feira (9/12), véspera da “superquarta”, dia em que serão anunciadas as novas taxas básicas de juros no Brasil nos Estados Unidos.

Além da expectativa pelas reuniões dos bancos centrais brasileiro e norte-americano, o mercado repercute dados de vagas de emprego em aberto nos EUA referentes ao mês de outubro.

No cenário político, os investidores seguem repercutindo a possível candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República nas eleições de 2026.


Dólar

  • Às 15h48, o dólar subia 0,34%, a R$ 5,439.
  • Mais cedo, às 13h24, a moeda norte-americana avançava 0,19% e era negociada a R$ 5,432.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,495. A mínima é de R$ 5,421.
  • Na véspera, o dólar terminou a sessão em queda de 0,22%, cotado a R$ 5,421.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula ganhos de 1,6% no mês e perdas de 12,28% no ano frente ao real.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em queda no pregão.
  • Às 15h52, o Ibovespa recuava 0,13%, aos 157,9 mil pontos, já perto da estabilidade.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em alta de 0,52%, aos 158,1 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula queda de 0,56% em dezembro e valorização de 31,51% em 2025.

Candidatura “irreversível”, diz Flávio

O senador Flávio Bolsonaro (PL) visitou, nesta terça-feira (9/12), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso desde 22 de novembro na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília (DF). Ao sair do encontro, o parlamentar reafirmou sua pré-candidatura à Presidência da República em 2026. Questionado pelos jornalistas, Flávio disse que repassou ao pai um cenário positivo em torno de seu nome e garantiu que a decisão de ser candidato é “irreversível”. “Não vamos voltar atrás”, frisou.

Flávio afirmou que repassou ao pai o “impacto” após o lançamento de seu nome como pré-candidato e pontuou que Bolsonaro “ficou muito feliz”. “Deixei com ele a primeira pesquisa que saiu após o anúncio, que foi do Instituto Veritas, que já me bota ali no empate técnico com o atual governo, com o atual ‘desgoverno’ do país”, ressaltou.

Segundo o senador, sua indicação gerou “ânimo generalizado”. Nas palavras de Flávio, a militância do bolsonarismo “estava de cabeça baixa, estava angustiada, sem o norte para seguir”.

“Agora o presidente Bolsonaro deu esse norte, então falei que essa candidatura é irreversível, e as palavras dele: ‘Não vamos voltar atrás, vamos seguir em frente’. E, a partir de agora, é a gente conversando com as pessoas para ter as pessoas certas do nosso lado, os especialistas em algumas áreas com quem eu já estou conversando”, assegurou.

Esta é a primeira visita de Flávio ao pai após ter anunciado, na última sexta-feira (5/12), sua pré-candidatura à Presidência da República nas eleições de 2026. O Metrópoles revelou, na coluna de Paulo Cappelli, que Bolsonaro já havia comunicado a decisão a interlocutores e aliados próximos.

O filho 01 de Bolsonaro chegou por volta das 8h50 para a visita autorizada de 30 minutos, tempo determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Véspera da “superquarta”

O mercado financeiro continua em compasso de espera pela decisão dos bancos centrais do Brasil e dos EUA sobre a taxa de juros. “Superquarta” é o termo usado no mercado financeiro para o dia em que coincidem as divulgações das taxas básicas de juros nos dois países.

É o caso dessa quarta-feira, data na qual tanto o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), quanto o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), anunciam o resultado de suas reuniões, que começam nesta terça.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do Banco Central (BC) para controlar a inflação. A Selic é utilizada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia.

Quando o Copom aumenta os juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que se reflete nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica.

Ao reduzir a Selic, por outro lado, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

No Brasil, a ampla maioria dos analistas do mercado espera a manutenção da Selic no patamar atual, de 15% ao ano – trata-se da mais elevada taxa de juros em quase duas décadas no país.

O foco das atenções ficará voltado para o teor do comunicado do Copom, que pode indicar “pistas” sobre as próximas reuniões. Há grande expectativa em torno do corte de juros a partir do ano que vem, e a dúvida é quando isso ocorrerá, se em janeiro ou apenas em março.

Segundo Pedro Cutulo, estrategista da One Wealth Management, “estamos próximos do início de um novo ciclo de cortes na taxa de juros”. “Contudo, a prudência sugere que o Copom aguarde a consolidação desse quadro até a reunião de março, para, então, reduzir a Selic em 50 pontos-base. Essa postura seria coerente com a sinalização recente do comitê, que tem enfatizado a manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado”, observa.

“Embora nosso cenário-base seja de início do ciclo em março, reconhecemos uma probabilidade não desprezível de que o primeiro corte ocorra já na reunião de janeiro. Porém, nesse caso, estimamos que a redução seria mais modesta, de apenas 25 pontos-base”, projeta Cutulo.

Nos EUA, atualmente, a taxa de juros está no intervalo entre 3,75% e 4% ao ano (após redução de 0,25 ponto percentual na última reunião do Fed), e a maioria dos analistas do mercado aposta em mais um corte de juros em 2025.

De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de um novo corte de 0,25 ponto percentual nos juros dos EUA é de 89,4%. Por outro lado, 10,6% dos investidores apostam na manutenção do patamar atual.

Emprego nos EUA

Ainda nos EUA, os investidores acompanham a divulgação dos dados de vagas de trabalho em aberto no mês de outubro, com o relatório “Job Openings and Labor Turnover Survey” (Jolts).

As vagas em aberto são as posições disponíveis dentro das empresas que os empregadores buscam preencher por meio de contratações. Para participar do relatório Jolts, os empregadores recebem um formulário no qual informam o número de vagas em aberto na empresa no último dia útil do mês, além do número de contratações e demissões no período.

Em tese, portanto, um eventual aumento na quantidade de vagas em aberto indicaria que as empresas pretendem acelerar suas contratações.

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