Luiza Trajano critica Selic a 15% e pede mudança em meta de inflação

“Quem está com problema é a pequena e média empresa. Eu já fui pequena. É a pequena empresa que gera emprego”, diz Luiza Trajano, do Magalu

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A presidente do Conselho de Administração do Magalu, Luiza Trajano, voltou a criticar, nesta segunda-feira (8/12), o patamar elevado da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 15% ao ano.

Em entrevista coletiva antes da inauguração de uma nova loja do Magalu, em São Paulo, a empresária defendeu o corte de juros no país. As declarações foram dadas na véspera do início da última reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que começa na terça-feira (9/12) e termina na quarta (10/12).

“Pode economista vir me criticar. Eu estou falando isso em todo lugar porque quem está com problema é a pequena e média empresa. Eu já fui pequena. É a pequena empresa que gera emprego e que sofre [com os juros altos]”, afirmou Luiza Trajano.

“É porque a colocaram a [meta de] inflação em 3% e ficam buscando isso acima de tudo. Então, aumenta essa meta de inflação para 4%”, defendeu a presidente do Conselho de Administração do Magalu.

Entenda

A taxa básica de juros é o principal instrumento do Banco Central (BC) para controlar a inflação. A Selic é utilizada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia.

Quando o Copom aumenta os juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que se reflete nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica.

Ao reduzir a Selic, por outro lado, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

No Brasil, a ampla maioria dos analistas do mercado espera a manutenção da Selic no patamar atual, de 15% ao ano – trata-se da mais elevada taxa de juros em quase duas décadas no país.

O foco das atenções ficará voltado para o teor do comunicado do Copom, que pode indicar “pistas” sobre as próximas reuniões. Há grande expectativa em torno do corte de juros a partir do ano que vem, e a dúvida é quando isso ocorrerá, se em janeiro ou apenas em março.

“Esperamos um sinal”

Segundo o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para este ano é de 3%. Como há um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, a meta será cumprida se ficar entre 1,5% e 4,5%.

“Ninguém está esperando que baixem 5% [de uma vez], mas esperamos um sinal, e eu tenho falado em todo lugar que está muito alto”, completou Luiza Trajano.

Na mesma entrevista coletiva, o CEO do Magalu, Frederico Trajano, também defendeu o corte da taxa básica de juros no Brasil. Segundo ele, “já passou da hora disso acontecer”.

“O corte deveria acontecer em janeiro e encerrar abaixo de 11% no próximo ano”, disse o empresário.

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