Dólar cai com mercado apostando em Flávio Bolsonaro fora do Planalto

Moeda americana recuou 0,22% frente ao real, cotada a R$ 5,42. O Ibovespa subiu 0,52%. Mercados recuperam-se do baque de sexta-feira (5/12)

atualizado

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O dólar registrou queda de 0,22%, cotado a R$ 5,42, nesta segunda-feira (8/12). Como a variação foi pequena, na prática ela indica estabilidade da moeda americana frente ao real. Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em alta de 0,52%, aos 158.187,43 pontos.

Com esses resultados, os mercados de câmbio e de capitais recuperavam-se, ainda que parcialmente, do baque registrado na sexta-feira (5/12). Na ocasião, o Ibovespa desabou 4,31% e o dólar subiu 2,31%, cotado a R$ 5,43, o maior valor desde 16 de outubro.

Na sexta-feira, os investidores reagiram negativamente ao anúncio da possível candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. O nome foi sugerido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso na carceragem da Polícia Federal (PF), em Brasília. A notícia foi divulgada pelo colunista Paulo Cappelli, do Metrópoles.

Na avaliação de Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o dólar recuou nesta segunda-feira, refletindo três vetores. Um deles foi a correção técnica depois da disparada de sexta-feira.

Possível desistência

Além disso, diz o analista, nesta segunda-feira, o quadro eleitoral mudou com o “alívio político” (sob o ponto de vista do mercado), provocado pela “sinalização de uma possível desistência do senador (de concorrer ao Planalto), que levou a um desmonte de parte do prêmio de risco adicionado ao câmbio”.

No fim de semana, Flávio admitiu que pode retirar a sua pré-candidatura em troca de um “preço”. No caso, ele incluiria o apoio do Centrão à anistia para seu pai.

Juros nos EUA

O terceiro fator para a queda da moeda americana, observa Shahini, foi o ambiente externo mais favorável, marcado pela expectativa de corte de juros por parte do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) nesta quarta-feira (10/12). Esse contexto reduziu a atratividade dos títulos da dívida americana, os Treasuries, e enfraqueceu o dólar frente a outras moedas no início do dia.

De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, as chances de um corte de 0,25 ponto percentual dos juros americanos, hoje fixados no intervalo entre 3,75% e 4,00%, eram de 89,4%.

Juros no Brasil

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), também define nesta quarta-feira a taxa básica de juros do país, a Selic. A previsão quase unânime é de que ela seja mantida no atual patamar de 15% ao ano. A dúvida, porém, é se o BC indicará um possível corte a partir de janeiro.

“O que realmente importa são os comunicados dos bancos centrais (dos EUA e do Brasil), que vão dizer se o ritmo de cortes nos EUA permanece e se, aqui, podemos antecipar a flexibilização monetária”, diz
Alison Correia, da Dom Investimentos. “Há argumentos técnicos suficientes para que o BC brasileiro antecipe cortes.”

Nesta segunda-feira, o Boletim Focus, a pesquisa semanal realizada pelo BC com integrantes do mercado, registrou pela quarta semana seguida a estimativa de inflação para 2025. Ela passou de 4,43% para 4,40%. Para 2026, ela recuou de 4,17% para 4,16%. As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) subiram para 2025 (de 2,16% para 2,25%), para 2026 (1,78% para 1,80%) e para 2027 (1,83% para 1,84%).

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