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Negócios

Genial/Quaest: cai para 43% fatia que vê piora da economia em 2025

Apesar do percentual elevado, número foi menor do que o registrado nas últimas edições da pesquisa sobre a economia brasileira

15/07/2026 13:28
Getty Images
Homem mostra várias notas de 100 reais - Metrópoles

A percepção negativa dos brasileiros sobre a economia diminuiu nos últimos meses, mas ainda predomina. Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15/7) mostra que 43% dos entrevistados avaliam que a situação econômica do país piorou nos últimos 12 meses. Apesar de elevado, o percentual é menor do que os 48% registrados na rodada do levantamento realizada em março.

Por outro lado, 20% afirmaram que a economia melhorou no período, enquanto 33% consideram que ela permaneceu praticamente igual. Outros 4% não souberam ou preferiram não responder.

Ainda na temática econômica, a pesquisa também indicou que a inflação dos alimentos continua sendo uma das principais preocupações dos brasileiros. Para 66% dos entrevistados, os preços nos supermercados aumentaram no último mês. Outros 23% disseram que os valores permaneceram estáveis, enquanto apenas 9% perceberam queda nos preços.

Mesmo com a leve melhora na percepção sobre a economia, a maioria da população diz sentir perda de poder de compra. Segundo o levantamento, 68% avaliam que conseguem comprar menos hoje do que há um ano. O percentual ficou praticamente estável em relação à pesquisa anterior. Já 21% disseram que o poder de compra permaneceu igual e apenas 10% afirmaram que ele aumentou.

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Medidas do governo Lula

O estudo também mediu o impacto de duas das principais iniciativas econômicas do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT): a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil por mês e o novo programa Desenrola.

No caso da isenção do IR, 65% dos entrevistados disseram não ter sido beneficiados pela medida, enquanto 32% afirmaram ter sentido algum benefício. Entre os participantes da pesquisa, 39% disseram que a mudança não teve qualquer impacto sobre sua renda, enquanto 35% relataram um efeito limitado e 24% afirmaram ter percebido um impacto significativo.

Já o Desenrola apresenta maior nível de conhecimento entre a população. O programa é conhecido por 66% dos entrevistados e desconhecido por 34%. Além disso, 55% avaliam a iniciativa de forma positiva, considerando-a uma boa ideia. Outros 20% acreditam que ela ajuda parcialmente, enquanto 21% têm avaliação negativa.

Apesar da aprovação relativamente alta, a maior parte dos brasileiros não foi diretamente beneficiada pelo programa. Segundo a pesquisa, 87% disseram não ter participado do Desenrola, contra 12% que afirmaram ter sido contemplados. Entre os beneficiados, 35% relataram melhora significativa na renda após a renegociação das dívidas, enquanto 31% disseram ter percebido melhora moderada e 33% não notaram diferença.

Em relação ao endividamento, quase metade dos entrevistados (47%) afirmou ter poucas dívidas. Outros 31% disseram não possuir dívidas, enquanto 21% relataram estar muito endividados.

Perfil de entrevistados

Segundo a pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o código BR-07181/2026, o perfil dos entrevistados era composto por 53% de mulheres e 47% de homens. Em relação à faixa etária, 32% têm entre 16 e 34 anos, 45% estão na faixa de 35 a 59 anos e 23% possuem 60 anos ou mais.

O levantamento também contemplou diferentes faixas de renda e escolaridade. Entre os participantes, 31% vivem em domicílios com renda de até dois salários mínimos, 42% recebem entre dois e cinco salários mínimos e 27% têm renda superior a cinco salários mínimos. Quanto ao nível de instrução, 41% possuem até o ensino fundamental completo ou médio incompleto, 40% concluíram o ensino médio ou têm ensino superior incompleto, e 19% têm ensino superior completo ou pós-graduação.