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Brasil

Preços de frutas e café caem e ajudam a frear a inflação em junho

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que alguns alimentos deram alívio para a inflação no mês de junho

10/07/2026 11:40
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Imagem colorida de cesta de vegetais vendidos na feira do Guará

A queda nos preços de itens como frutas e café ajudou a conter a inflação em junho, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta sexta-feira (10/7).

O movimento contribuiu para uma desaceleração de 0,24% no grupo Alimentação e bebidas, embora o índice geral ainda tenha registrado alta de 0,16% no mês.

O grupo registrou queda após ser um dos vilões da inflação do mês de maio e registrar alta de 1,33% no período. A maior variação foi puxada por uma queda de 0,39% na alimentação no domicilio, a primeira registrada no ano.

De acordo com o IBGE, o movimento foi influenciado pelo café, que ficou 3,72% mais barato em junho, enquanto as frutas recuaram 1,58%, funcionando como um alívio parcial para o consumidor. Além disso, também houve queda significativa, de 0,64%, no valor das carnes.


Mais baratos:

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  • café moído (-3,72%)
  • frutas (-1,58%)
  • carnes (-0,64%)

Mais caros:

  • feijão-carioca (8,31%)
  • batata-inglesa (3,57%)

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Confira o desempenho em junho do grupo Alimentação e bebidas: 

  • Cereais, leguminosas e oleaginosas: 1,61%;
  • Farinhas, féculas e massas: 0,35%;
  • Tubérculos, raízes e legumes: 1,29%;
  • Açúcares e derivados: – 0,85%;
  • Hortaliças e verduras: -0,39%;
  • Frutas: – 1,58%;
  • Carnes: – 0,64%;
  • Pescados: – 0,57%;
  • Carnes e peixes industrializados: 0,13%;
  • Aves e ovos: – 0,71%;
  • Leite e derivados: 0,22%;
  • Panificados: – 0,14%;
  • Óleos e gorduras: – 1,82%;
  • Bebidas e infusões: – 1,77%;
  • Enlatados e conserva: 0,11%;
  • Sal e condimentos: 1,55%.

Já a alimentação fora do domicílio chegou a 0,15% em junho, ante 0,49% em maio, com o lanche saindo de 0,49% para 0,13% e a refeição de 0,51% para 0,15% no período.

Inflação de 0,16%

Os preços de bens e serviços do país subiram 0,16% em junho, após recuarem 0,58% em maio deste ano. Com o resultado deste mês de junho, a inflação acumula alta de 3,36% em 2026 e de 4,64% nos últimos 12 meses, resultado acima da meta.

A meta de inflação para 2026 é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Com isso, o índice tem piso de 1,5% e teto de 4,5%, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

O número foi influenciado pelo grupo de Habitação, que variou 0,63%, maior alta dos grupos analisados. Por outro lado, o item Alimentos e Bebidas apresentou queda de 0,24%, maior variação negativa.

Segundo o IBGE, a alta foi puxada pela energia elétrica, que teve o principal impacto individual no resultado do mês, de 0,6 ponto percentual.