Preços de frutas e café caem e ajudam a frear a inflação em junho
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que alguns alimentos deram alívio para a inflação no mês de junho

A queda nos preços de itens como frutas e café ajudou a conter a inflação em junho, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta sexta-feira (10/7).
O movimento contribuiu para uma desaceleração de 0,24% no grupo Alimentação e bebidas, embora o índice geral ainda tenha registrado alta de 0,16% no mês.
O grupo registrou queda após ser um dos vilões da inflação do mês de maio e registrar alta de 1,33% no período. A maior variação foi puxada por uma queda de 0,39% na alimentação no domicilio, a primeira registrada no ano.
De acordo com o IBGE, o movimento foi influenciado pelo café, que ficou 3,72% mais barato em junho, enquanto as frutas recuaram 1,58%, funcionando como um alívio parcial para o consumidor. Além disso, também houve queda significativa, de 0,64%, no valor das carnes.
Mais baratos:
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles- café moído (-3,72%)
- frutas (-1,58%)
- carnes (-0,64%)
Mais caros:
- feijão-carioca (8,31%)
- batata-inglesa (3,57%)

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Ver todasConfira o desempenho em junho do grupo Alimentação e bebidas:
- Cereais, leguminosas e oleaginosas: 1,61%;
- Farinhas, féculas e massas: 0,35%;
- Tubérculos, raízes e legumes: 1,29%;
- Açúcares e derivados: – 0,85%;
- Hortaliças e verduras: -0,39%;
- Frutas: – 1,58%;
- Carnes: – 0,64%;
- Pescados: – 0,57%;
- Carnes e peixes industrializados: 0,13%;
- Aves e ovos: – 0,71%;
- Leite e derivados: 0,22%;
- Panificados: – 0,14%;
- Óleos e gorduras: – 1,82%;
- Bebidas e infusões: – 1,77%;
- Enlatados e conserva: 0,11%;
- Sal e condimentos: 1,55%.
Já a alimentação fora do domicílio chegou a 0,15% em junho, ante 0,49% em maio, com o lanche saindo de 0,49% para 0,13% e a refeição de 0,51% para 0,15% no período.
Inflação de 0,16%
Os preços de bens e serviços do país subiram 0,16% em junho, após recuarem 0,58% em maio deste ano. Com o resultado deste mês de junho, a inflação acumula alta de 3,36% em 2026 e de 4,64% nos últimos 12 meses, resultado acima da meta.
A meta de inflação para 2026 é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Com isso, o índice tem piso de 1,5% e teto de 4,5%, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
O número foi influenciado pelo grupo de Habitação, que variou 0,63%, maior alta dos grupos analisados. Por outro lado, o item Alimentos e Bebidas apresentou queda de 0,24%, maior variação negativa.
Segundo o IBGE, a alta foi puxada pela energia elétrica, que teve o principal impacto individual no resultado do mês, de 0,6 ponto percentual.


