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Brasil

Inflação sobe 0,16% em junho puxada pelos preços em habitação

Com o resultado, a inflação desacelerou em relação a maio (com 0,58%), mas acumula alta de 4,64% nos últimos 12 meses e está acima da meta

10/07/2026 09:10, atualizado 10/07/2026 09:59
Vinicius Schmidt/Metropoles
Supermercado mercado inflação

Os preços de bens e serviços do país subiram 0,16% em junho, após recuarem 0,58% em maio deste ano. Os dados fazem parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, divulgado nesta sexta-feira (10/7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado deste mês de junho, a inflação acumula alta de 3,36% em 2026 e de 4,64% nos últimos 12 meses, resultado acima da meta.

  • A meta de inflação para 2026 é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Com isso, o índice tem piso de 1,5% e teto de 4,5%, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

O número foi influenciado pelo grupo de Habitação, que variou 0,63%, maior alta dos grupos analisados. Por outro lado, o item Alimentos e Bebidas apresentou queda de 0,24%, maior variação negativa.

Segundo o IBGE, a alta foi puxada pela Energia Elétrica, que teve o principal impacto individual no resultado do mês, de 0,6 pontos percentuais.

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“Além da permanência da vigência da bandeira tarifária amarela, com acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, em junho, foram incorporados os seguintes reajustes: 14,89% em uma das concessionárias em Porto Alegre (4,67%), a partir de 19 de junho; 19,55% em Curitiba (4,02%), vigente desde 24 de junho e 5,21% em Belo Horizonte (3,65%), desde 28 de maio”, explicou o instituto.

Além disso, o grupo Despesas Pessoais também apresentou resultado significativo, com destaques para o item cabeleireiro e barbeiro, que avançou 0,65%.

Outro grupo que também teve influencia no mês foi o de Saúde e cuidados pessoais, puxado por artigos de higiene pessoal, com alta de 0,34%, perfume, com variação de 1,12%, plano de saúde, com alta de 0,34% refletindo a incorporação do reajuste autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Além disso, o grupo de Transportes também teve destaque, a alta de 0,17% reflete o aumento de 7,12% das passagens aéreas e o recuo de 0,48% dos combustíveis, puxado por uma queda de 3,09% no etanol.


O que é IPCA

  • O IPCA é calculado desde 1979 pelo IBGE. O índice é considerado o termômetro oficial da inflação e é usado pelo Banco Central para ajustar a taxa básica de juros, a Selic;
  • Ele mede a variação mensal dos preços na cesta de vários produtos e serviços, comparando-os com o mês anterior. A diferença entre os dois itens da equação representa a inflação do mês observado;
  • O IPCA mensura dados nas cidades, de forma a englobar 90% das pessoas que vivem em áreas urbanas no país;
  • O índice pesquisa preços de categorias como transporte, alimentação e bebidas, habitação, saúde e cuidados pessoais, despesas pessoais, educação, comunicação, vestuário, artigos de residência, entre outros.

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Alimentação e bebidas

O IBGE pesquisa a inflação dividida em nove grupos distintos. O peso para cada grupo no IPCA é diferente, pois o instituto considera que alguns itens representam partes maiores nos orçamentos familiares.

No mês, no entanto, apenas dois dos nove grupos apresentaram queda. O alívio se deu por redução de 0,02% do grupo educação de queda de 0,24% do grupo Alimentação e bebidas, que no mês de maio apresentou alta de 1,33% e puxou a alta de 0,58% no índice geral.

A alimentação no domicílio teve a primeira queda no ano, de 0,39%, ante a alta de 1,65% de no mês anterior, com influência das quedas do café moído, de 3,72%, das frutas, com redução de 1,58%, e das carnes, com queda de 0,64%.

Já no lado das altas, o feijão-carioca e a batata-inglesa tem destaque, com alta de 8,31% e 3,57%, respectivamente.

Veja a variação do IPCA por grupos:

  • Alimentação e bebidas: – 0,24%;
  • Habitação: 0,63%;
  • Artigos de residência: 0,23%;
  • Vestuário: 0,17%;
  • Transportes: 0,17%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,23%;
  • Despesas pessoais: 0,25%;
  • Educação: -0,02%
  • Comunicação: 0,19%.

INPC tem variação de 0,14%

A inflação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) variou 0,14%, o que representa queda frente a maio, quando registrou 0,65%. Nos últimos 12 meses até maio, o INPC acumula alta de 4,33%, abaixo dos 4,42% dos 12 meses anteriores

O índice serve de referência para o reajuste do salário mínimo e de benefícios sociais. O INPC é um indicador que mede a variação média dos preços de um conjunto específico de produtos e serviços consumidos pelas famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos mensais.