Inflação recua para 0,58% em maio, mas alimentos continuam pesando
Índice da inflação foi divulgado nesta sexta-feira (12/6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Os preços de bens e serviços do país subiram 0,58% em maio, após acelerarem 0,67% em abril deste ano. Os dados fazem parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, divulgado nesta sexta-feira (12/6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A alta da inflação foi puxada, principalmente, pelos grupos alimentação e bebidas e habitação, que inclui a conta de energia, com elevações de 1,33% e 1,22%, respectivamente. O único grupo com variação negativa foi o de transportes (-0,46%).
Nos últimos 12 meses, a inflação acumula alta de 4,72%, acima do teto (4,5%). No mesmo mês de 2025, a variação foi de 0,26%. No ano, ou seja, no acumulado de janeiro a maio do IPCA, a elevação corresponde a 3,20%.
O que é IPCA
- O IPCA é calculado desde 1979 pelo IBGE. O índice é considerado o termômetro oficial da inflação e é usado pelo Banco Central para ajustar a taxa básica de juros, a Selic.
- Ele mede a variação mensal dos preços na cesta de vários produtos e serviços, comparando-os com o mês anterior. A diferença entre os dois itens da equação representa a inflação do mês observado.
- O IPCA mensura dados nas cidades, de forma a englobar 90% das pessoas que vivem em áreas urbanas no país.
- O índice pesquisa preços de categorias como transporte, alimentação e bebidas, habitação, saúde e cuidados pessoais, despesas pessoais, educação, comunicação, vestuário, artigos de residência, entre outros.
A meta de inflação para 2026 é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Com isso, o índice tem piso de 1,5% e teto de 4,5%, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
O IBGE pesquisa a inflação dividida em nove grupos distintos. O peso para cada grupo no IPCA é diferente, pois o instituto considera que alguns itens representam partes maiores nos orçamentos familiares. Dos nove grupos, apenas transportes teve resultado negativo (-0,46%).
Os maiores impactos em maio vieram dos grupos alimentação e bebidas e habitação. No primeiro, os preços subiram 1,33% e tiveram impacto de 0,29 ponto percentual (p.p.). O segundo maior responsável pela inflação respondeu por 0,18 p.p. do índice total, com alta de 1,22%.
O alívio neste mês veio do grupo transportes, que inclui os combustíveis. Esse grupo de itens teve elevação de 0,06% em abril e recuo de 0,46% em maio.
A explicação para o recuo em transportes está na queda de 1,95% nos combustíveis. As variações dentro do subgrupo combustíveis foram:
- etanol: -6,20%;
- óleo diesel: -2,34%;
- gasolina: -1,46%;
- gás veicular: +5,81%.
Alimentação
O grupo alimentação e bebidas ficou praticamente estável de abril para maio, tendo apresentado altas respectivas de 1,34% e 1,33%, fazendo dele, ainda assim, o de maior alta e também maior impacto para o índice total.
O subgrupo alimentação no domicílio registrou alta de 1,65%, ante 1,64% em abril, demonstrando estabilidade. A influência veio principalmente dos seguintes itens:
- batata-inglesa (44,69%);
- tomate (20,62%);
- cebola (16,80%); e
- carnes (1,39%).
Também houve quedas, casos do café moído (-2,38%) e das frutas (-0,70%).
Habitação
A alta no grupo habitação (1,22%) teve forte influência da energia elétrica residencial que subiu 3,67%.
“A alta se deu pela combinação de reajustes em algumas áreas e a vigência, no mês de maio, da bandeira tarifária amarela, com acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 kwh consumidos”, explicou o gerente do IPCA do IBGE, José Fernando Gonçalves.
Veja a variação do IPCA por grupos:
- Alimentação e bebidas: 1,33%;
- Habitação: 1,22%;
- Artigos de residência: 0,08%;
- Vestuário: 0,62%;
- Transportes: -0,46%;
- Saúde e cuidados pessoais: 0,90%;
- Despesas pessoais: 0,41%;
- Educação: 0,00% (variação nula)
- Comunicação: 0,23%;
INPC tem variação de 0,65%
A inflação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) variou 0,65%, o que representa recuo frente a abril (0,81%). Nos últimos 12 meses até maio, o INPC acumula alta de 4,42%.
O índice serve de referência para o reajuste do salário mínimo e de benefícios sociais.
O INPC é um indicador que mede a variação média dos preços de um conjunto específico de produtos e serviços consumidos pelas famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos mensais.

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