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Eleições 2026Brasil

Genial/Quaest: Desenrola, isenção de IR e fim da 6x1 impulsionam Lula

Gestão Lula tem em programas sociais a base que explica o fato de a aprovação do petista ter superado a desaprovação

15/07/2026 11:38, atualizado 15/07/2026 11:39
Ricardo Stuckert / PR
Presidente Lula

Divulgada nesta quarta-feira (15/7), a nova pesquisa Genial/Quaest trouxe notícias boas para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição. Pela primeira vez desde julho de 2025, o petista viu a aprovação de seu governo superar numericamente a desaprovação, atingindo 48% contra 47%.

O resultado, ainda que dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, mostra uma mudança de tendência em um momento crucial da pré-campanha para a sucessão presidencial.

A mesma pesquisa mostra que a rejeição do petista diminuiu numericamente entre os eleitores: o presidente passou de 53% para 50%, na comparação com o levantamento de junho. O senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário, é o mais rejeitado: oscilou de 56% para 57%.

Além disso, a distância de Lula para Flávio nas intenções de voto do eleitor brasileiro aumentou no 1º e no 2º turnos.

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Alguns fatores ajudam a entender o porquê de a taxa de desaprovação do petista, que era de 52% em abril passado, estar menor que a aprovação.

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Um desses fatores é o Desenrola 2.0, lançado para combater o endividamento das famílias brasileiras: para 35% dos entrevistados na pesquisa, o programa aumentou significativamente a renda.


O que diz a pesquisa

  • A distância entre o presidente e Flávio Bolsonaro aumenta no 1º turno (40% x 28%);
  • No segundo turno, Lula tem 8 pontos percentuais de vantagem e venceria por 45% a 37%;
  • Na direita não bolsonarista, intenção de voto em Flávio recuou de 82% para 74%;
  • Para 35% o programa Desenrola 2.0 aumentou significativamente a renda;
  • Sobre o desentendimento entre Michelle Bolsonaro e Flavio Bolsonaro, 42% concordam mais com a ex-primeira dama do que com o senador (18%);
  • Para 37%, a investigação sobre o senador Jaques Wagner, do PT, impacta muito negativamente a campanha de Lula; para 25%, o impacto é pequeno.

Outro ponto a favor do governo Lula é a proposta do fim da escala trabalhista de 6 x 1: 69% são a favor da extinção dessa jornada e 53% dizem que, se a proposta for aprovada, pretendem descansar e passar mais tempo com a família.

A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil também refletou positivamente para a gestão lulista: 32% dizem que foram beneficiados pela medida e outros 24% afirmam que sua renda aumentou significativamente.


Veja outros dados pró-Lula:

  • A rejeição de Lula caiu de 53% para 50%. A de Flávio subiu: está em 57% (era de 56%);
  • A avaliação positiva do trabalho de Lula subiu para 36%, empatando com a avaliação negativa;
  • O fôlego extra na avaliação do governo é impulsionado, principalmente, pela recuperação da imagem do presidente entre os eleitores considerados “independentes”;
  • No recorte de segundo turno, a preferência por Lula entre os independentes saltou de 37% para 40% em relação ao mês anterior.

Enquanto o governo federal colhe os frutos de uma estabilização da imagem pública, a oposição enfrenta um momento agudo de turbulência. A pesquisa foi a primeira realizada pela Quaest após a briga pública e a exposição de vídeos envolvendo Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

Renovação

Mesmo diante de um cenário de calmaria nos números de aprovação e de liderança folgada na corrida eleitoral, o Planalto ainda lida com um forte sentimento de renovação por parte do eleitorado. De acordo com a Quaest, a maioria dos entrevistados (51%) defende que o país deveria eleger um novo nome.

No entanto, a falta de uma alternativa de oposição que consiga unificar a direita mantém o presidente em posição de amplo favoritismo. “A explicação para o não aparecimento de alternativas parece continuar sendo o desconhecimento: 44% ainda desconhecem quem é Caiado, 50% desconhecem o nome do Zema e 77% não sabem quem é Renan Santos. A campanha deve mudar esses números”, diz o cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest.

Metodologia

A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-07181/2026. Foi realizada entre os dias 10 e 13 de julho. Foram entrevistados presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais.