Fiesp: tributar empresas para compensar isenção do IR é "grave erro"
Em nota, Fiesp "manifesta sua preocupação com os rumos das discussões em curso no Congresso Nacional obre as formas de compensação"

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) classificou como um “grave erro” a proposta de aumentar a tributação sobre as empresas como forma de compensação à possível faixa isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil por mês.
Na última segunda-feira (5/5), a ideia foi lançada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Segundo o parlamentar, a maior tributação de empresas e bancos seria uma possível solução.
Em nota divulgada nesta quarta-feira (7/5), a Fiesp afirma que “aumentar carga tributária de empresas para compensar isenção do IR seria grave erro”.

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Ver todasNo texto, a entidade “manifesta sua preocupação com os rumos das discussões em curso no Congresso Nacional sobre as formas de compensação da isenção do Imposto de Renda para a faixa de até R$ 5 mil”.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“A proposta de compensação baseada no aumento da carga tributária sobre pessoas jurídicas, sejam elas da economia real ou do setor financeiro, representaria um grave erro. Trata-se de uma medida que se afasta das melhores práticas internacionais por penalizar quem gera emprego, renda e crescimento”, critica a Fiesp.
Ainda de acordo com a federação industrial, “a adoção de tal caminho não apenas desestimula o investimento produtivo e a inovação, como também compromete a competitividade do Brasil frente a outros países que seguem trajetória oposta — de simplificação tributária e estímulo à produção”.
“O setor produtivo brasileiro não pode continuar sendo sobrecarregado com medidas que geram efeitos adversos sobre o desenvolvimento econômico e a geração de oportunidades para a população”, diz a Fiesp.
“A entidade acredita que o caminho mais justo e eficaz para a compensação da nova faixa de isenção passa pela revisão de regimes especiais que dão tratamento privilegiado a determinados grupos no imposto de renda. Uma solução que preserve o dinamismo da economia, garanta justiça fiscal e respeite o princípio da equidade tributária”, conclui a Fiesp.



