Dólar tem leve baixa e Bolsa interrompe série de quatro altas seguidas

Moeda americana caiu 0,13%, cotada a R$ 5,279. Ibovespa, o principal índice da B3, fechou com pequena queda de 0,08%, aos 178.720,68 pontos

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1 de 1 Imagem de notas de dólar dos EUA - Metrópoles - Foto: Witthaya Prasongsin/Getty Images

O dólar registrou leve queda de 0,13% sobre o real, cotado a R$ 5,279, nesta segunda-feira (26/1). Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), encerrou o pregão em baixa de apenas 0,08%, aos 178.720,68 pontos, resultado que interrompeu uma sequência de quatro máximas históricas seguidas. No caso dos dois indicadores, como a variação foi pequena, eles, na prática, permaneceram estáveis em relação ao fechamento de sexta-feira (23/1).

Na avaliação de Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, a redução do dólar no Brasil seguiu o tom global, refletindo a “fraqueza externa” da moeda americana. O índice DXY, que compara o desempenho da divisa dos Estados Unidos com outras seis (iene, euro, libra esterlina, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço), anotava baixa de 0,54%, aos 97,07 pontos, às 16h45.

Ele observa que o recuo do DXY foi puxado pela valorização do iene, no Japão. Isso ocorreu devido ao estado de alta vigilância do mercado diante da possibilidade de uma intervenção oficial do governo japonês para sustentar a elevação da moeda do país, numa ação coordenada com os EUA. “Esse movimento foi reforçado por um pregão mais volátil, com investidores buscando proteção, evidenciado pela forte alta do ouro e da prata”, diz Shahini.

O ouro, por exemplo, voltou a bater novo recorde histórico de fechamento nesta segunda-feira. Os contratos futuros para fevereiro encerraram a sessão em alta de 2,06%, a US$ 5.082 por onça-troy. No ano, a valorização supera 16%. Com a queda do dólar, o metal reforçou no mercado seu papel de porto seguro para investidores.

Além disso, Shahini acrescenta, a proximidade da decisão sobre juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que ocorrerá na quarta-feira (28/1), somada à pressão política sobre o órgão exercida pelo governo Trump, elevou a cautela dos investidores e pesou negativamente sobre o dólar. “No mercado local, a queda dos preços do petróleo e do minério de ferro limitou uma apreciação mais consistente do real”, afirma o analista.

Bolsa em leve baixa

No caso da Bolsa brasileira, para Danilo Coelho, da Faculdade Brasileira de Negócios e Finanças (FBNF), a pequena queda do Ibovespa foi resultado de um movimento de realização de lucros, quando os investidores vendem papéis depois de determinado nível de ganhos ter sido alcançado. “O índice saiu de um patamar de 165 mil pontos para negociar próximo de 180 mil pontos num curto período de tempo”, diz Coelho “Nos últimos quatro ou cindo dias, tivemos uma pernada de alta muito grande, com elevação de mais de 10 mil pontos.” Daí, o sentido das vendas para a realização de lucros.

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