Alheio a Trump, Ibovespa dispara e bate 170 mil pontos pela 1ª vez

Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,3%, cotado a R$ 5,38. Ibovespa subiu 0,87%, aos 166.276,90 pontos, novo recorde de fechamento

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1 de 1 Imagem colorida de painel da Bolsa de Valores do Brasil - Metrópoles - Foto: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

O dólar operava em baixa, nesta quarta-feira (21/1), dia no qual o mercado financeiro acompanha e repercute o pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça).

Com foco mantido no front internacional, os investidores também monitoram o agravamento da crise entre EUA e União Europeia (UE), em meio à iniciativa declarada de Trump de tomar posse da Groenlândia – região autônoma que hoje pertence à Dinamarca.

Já o Ibovespa, principal indicador do desempenho da Bolsa brasileira, seguia em disparada desde o início do pregão. No começo da tarde, o índice ultrapassou a marca de 170 mil pontos pela primeira vez na história, renovando seu recorde.


Dólar

  • Às 15h50, o dólar caía 1,11%, a R$ 5,321.
  • Mais cedo, às 13h15, a moeda norte-americana recuava 1,02% e era negociada a R$ 5,326.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,373. A mínima é de R$ 5,319.
  • Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,3%, cotado a R$ 5,38.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 1,98% frente ao real em 2026.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), continuava operando em forte alta no pregão.
  • Às 15h52, o indicador disparava 2,71%, aos 170,7 mil pontos.
  • Mais cedo, o índice cravou 170.808,92 pontos, o novo recorde histórico intradiário (durante o pregão), ultrapassando pela primeira vez a marca dos 170 mil pontos.
  • No dia anterior, o indicador terminou a sessão registrando ganhos de 0,87%, aos 166.276,90 pontos, novo recorde de fechamento.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula valorização de 3,22% no ano.

Trump em Davos

O presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a Davos, na Suíça, para discursar no Fórum Econômico Mundial, nesta quarta-feira. O líder norte-americano vive tensão com a UE após ameaças de anexar a Groenlândia aos EUA.

A tensão política entre os EUA e a Europa aumentou após Trump ameaçar impor taxa a oito países europeus (Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda e Reino Unido), pressionando o bloco a aceitar os desejos dos EUA pela Groenlândia.

A Groenlândia é um território autônomo, porém pertencente ao reino da Dinamarca. O país faz parte da Otan, assim como os Estados Unidos. O premiê da ilha, Jens-Frederik Nielsen, já declarou que o território não será governado pelos EUA, ressaltando que faz parte da Dinamarca.

Diversos países da Europa, que fazem parte da Otan, enviaram militares ao território da Groenlândia. A UE realizou reunião de emergência após as ameaças de tarifas adicionais, e prepara retaliação bilionária contra os EUA.

O Fórum Econômico Mundial também pode virar palco de disputa entre Trump e o presidente da França, Emmanuel Macron. Na terça-feira, o norte-americano expôs conversa particular entre os dois, na qual Macron dizia “não entender o que você (Trump) está fazendo na Groenlândia”.

Macron, durante discurso no Fórum, na terça, defendeu a soberania dos países europeus e o multilateralismo. A fala foi interpretada como indireta aos Estados Unidos e à política externa de Trump.

Segundo o líder francês, “não é momento para imperialismos e colonialismos”, e a União Europeia não deve se curvar à “lei do mais forte”.

Groenlândia se prepara para possível invasão, diz premiê

O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, por sua vez, pediu que a população da ilha comece a se preparar para possível invasão militar dos EUA. Em entrevista coletiva, Nielsen afirmou que as autoridades locais já criaram força-tarefa para orientar os cidadãos sobre como agir caso a situação se concretize.

“O líder do outro lado (Donald Trump) deixou bem claro que essa possibilidade não está descartada. Portanto, devemos estar preparados para tudo”, disse o premiê.

Apesar do alerta, Nielsen ressaltou que não considera provável um conflito militar, mas destacou que a Groenlândia, como membro da Otan, poderia impactar a segurança internacional caso ocorra uma escalada.

“Não é provável que haja um conflito militar, mas não podemos descartar essa possibilidade. A Groenlândia faz parte da aliança ocidental, e qualquer escalada terá consequências para todo o mundo exterior”, disse.

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