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Groenlândia se prepara para possível invasão dos EUA, diz premier

Primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen disse que Trump “deixou bem claro que essa possibilidade não está descartada”

atualizado

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Governo da Finlândia/Divulgação
Jens-Frederik Nielsen
1 de 1 Jens-Frederik Nielsen - Foto: Governo da Finlândia/Divulgação

O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, pediu nesta terça-feira (20/1) que a população da ilha comece a se preparar para uma possível invasão militar dos Estados Unidos.

Em coletiva à imprensa, Nielsen afirmou que as autoridades locais já criaram uma força-tarefa para orientar os cidadãos sobre como agir caso a situação se concretize.

“O líder do outro lado [Donald Trump] deixou bem claro que essa possibilidade não está descartada. Portanto, devemos estar preparados para tudo”, disse o premier.
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Dinamarca envia reforço militar à Groenlândia antes de reunião com EUA
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Dinamarca envia reforço militar à Groenlândia antes de reunião com EUA
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Dinamarca envia reforço militar à Groenlândia antes de reunião com EUA

Divulgação/Ministério da Defesa da Dinamarca

Entenda a disputa pela Groenlândia

  • A Groenlândia é um território autônomo, porém pertencente ao reino da Dinamarca – a política externa e a defesa do território são responsabilidade dinamarquesa.
  • A região é considerada estratégica pelos EUA devido à sua posição no Ártico.
  • Há bases militares norte-americanas na região, e Trump alega que é um território “essencial para a defesa dos Estados Unidos”.
  • Como parte da comunidade dinamarquesa, a Groenlândia é membro da Otan, assim como os Estados Unidos.

Apesar do alerta, Nielsen ressaltou que não considera provável um conflito militar, mas destacou que a Groenlândia, como membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), poderia impactar a segurança internacional caso ocorra uma escalada.

Não é provável que haja um conflito militar, mas não podemos descartar essa possibilidade. A Groenlândia faz parte da aliança ocidental, e qualquer escalada terá consequências para todo o mundo exterior”, disse.

Mais cedo, Donald Trump afirmou que “não há volta atrás” em seu objetivo de controlar a ilha ártica.

Europeus em alerta

Diante das ameaças do norte-americano, países europeus membros da aliança, como Alemanha, Suécia e Noruega, enviaram tropas à região da Groenlândia a pedido da Dinamarca.

Além da mobilização militar, a União Europeia reagiu à ameaça de Trump de impor tarifas a nações europeias, convocando uma reunião de emergência no domingo (18/1).

O bloco avalia medidas de retaliação comercial que podem alcançar 93 bilhões de euros (aproximadamente R$ 580 bilhões) contra os Estados Unidos.

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