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Ibovespa bate recorde com “Dia D” de Bolsonaro e inflação nos EUA

Na véspera, o dólar terminou a sessão em queda de 0,53%, cotado a R$ 5,439. Ibovespa, principal índice da Bolsa, subiu 0,52%

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Imagem de painel da Bolsa de Valores do Brasil (B3) - Metrópoles
1 de 1 Imagem de painel da Bolsa de Valores do Brasil (B3) - Metrópoles - Foto: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), renovou seu recorde histórico intradiário (durante um pregão), nesta quinta-feira (11/9).

O dólar, por sua vez, operava em baixa, em um dia no qual as atenções do mercado financeiro se dividem entre o noticiário político nacional e os dados da inflação ao consumidor nos Estados Unidos.


Dólar

  • Às 14h29, o dólar caía 0,45%, a R$ 5,382.
  • Mais cedo, às 11h50, a moeda norte-americana recuava 0,5% e era negociada a R$ 5,381.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,425. A mínima é de R$ 5,374.
  • Na véspera, o dólar terminou a sessão em queda de 0,53%, cotado a R$ 5,439.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 0,27% no mês e de 12,57% no ano frente ao real.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da B3, operava em alta no pregão.
  • Às 14h33, o indicador subia 0,96%, aos 143,7 mil pontos.
  • Pela manhã, o índice renovou sucessivamente sua máxima histórica, batendo 144.012,50 pontos. É a primeira vez que a Bolsa supera os 144 mil pontos.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em alta de 0,52%, aos 142,3 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula valorização de 0,67% em setembro e de 18,27% em 2025.

“Dia D” no julgamento de Bolsonaro

No cenário doméstico, os investidores seguem acompanhando o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Eles são acusados de uma suposta tentativa de golpe de Estado no Brasil, após as eleições de 2022.

Até o momento, o placar geral do julgamento está em 2 a 1 pela condenação dos réus. Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram a favor da condenação de todos os acusados, enquanto Luiz Fux divergiu e absolveu a maior parte dos réus. Nesta quinta-feira, votam a ministra Cármen Lúcia e, em seguida, o presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin.

A condenação depende de maioria simples, ou seja, três dos cinco votos. Se Cármen Lúcia se alinhar a Moraes e Dino, a maioria já estará formada, independentemente da posição de Zanin. A mesma regra vale para a absolvição de Bolsonaro, que segue em aberto, diante da configuração do placar.

Ainda assim, em caso de maioria formada pela condenação, o julgamento não se encerra nesta quinta. A fase de dosimetria, que define as penas de cada réu, deve ocorrer na sessão de sexta-feira (12/9).

Na sessão de quarta-feira (10/9), o ministro Luiz Fux levou mais de 12 horas para expor seu voto. Ele defendeu a absolvição de Jair Bolsonaro, do ex-comandante da Marinha Almir Garnier, do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), dos generais Paulo Sérgio Nogueira e Augusto Heleno e do ex-ministro da Justiça Anderson Torres.

Fux votou pela condenação apenas do ex-ajudante de ordens Mauro Cid e do general Walter Braga Netto, ambos pelo crime de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Inflação nos EUA

No cenário internacional, o principal destaque do dia é a divulgação dos dados da inflação ao consumidor nos EUA referentes ao mês de agosto.

O Índice de Preços ao Consumidor nos EUA (CPI, na sigla em inglês), que mede a inflação no país, ficou em 2,9% em agosto, na base anual, ante 2,7% registrados em julho.

Na comparação mensal, o índice foi de 0,4%, ante 0,2% em julho.

Os resultados da inflação nos EUA vieram praticamente em linha com os prognósticos do mercado. A média das estimativas era de 2,9% (anual) e 0,3% (mensal).

Os números são aguardados com expectativa pelo mercado porque influenciam a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) sobre a taxa básica de juros no país. A elevação dos juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação.

Na quarta-feira, dados divulgados pelo Departamento do Trabalho mostraram que o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) caiu 0,1% em agosto, na comparação com julho, cuja alta revisada ficou em 0,7% em julho. No acumulado de 12 meses, o PPI teve alta de 2,6% em agosto, após o avanço de 3,1% em julho.

O núcleo do PPI, do qual são excluídos itens mais voláteis como preços de energia e alimentos – por isso, esse dado é considerado mais representativo da inflação do período –, avançou 0,3% em agosto, depois de alta de 0,6% em julho. Em 12 meses, o núcleo do PPI acumulou alta de 2,8%, depois do avanço de 2,7% no mês anterior. Os números vieram dentro da expectativa dos agentes econômicos.

No mercado, já não se discute se os juros dos EUA vão cair a partir de 17 de setembro, na próxima reunião do Fomc. Para os investidores, a questão, agora, é saber de quanto será o corte e quantos deles ocorrerão até o fim deste ano.

Uma queda da taxa de juros norte-americana tem forte impacto na economia global. Ela tende a reduzir a pressão sobre o dólar, baixando a cotação da moeda americana frente a outras moedas. Também torna mais atrativos os ativos de renda variável – e, portanto, de maior risco –, como as ações negociadas em bolsa.

Atualmente, os juros nos EUA estão situados no patamar entre 4,25% e 4,5% ao ano. Desde que o presidente norte-americano Donald Trump tomou posse para seu segundo mandato na Casa Branca, o Fed não baixou os juros. A expectativa é que isso ocorra na semana que vem – a dúvida é se o corte será de 0,25 ponto percentual ou de 0,5 ponto percentual.

Na semana passada, uma série de dados de emprego nos EUA mostraram um arrefecimento da economia norte-americana, o que reforçou a aposta na queda dos juros.

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